Sertão do Pajeú sedia Conferência Regional de Economia Solidária

Acontece nesta quarta-feira (04), em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú, a quinta Conferência Regional de Economia Solidária do estado de Pernambuco, promovida pela Secretaria Estadual de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (STQE), através do Conselho Estadual de Economia Solidária (CEEPS/PE).
As Conferências Regionais servem de preparação para a Plenária Estadual que será realizada de 03 a 05 de julho, com o objetivo de ouvir a sociedade, fazer um mapeamento dos empreendimentos solidários e, a partir disso, elaborar propostas que serão levadas para a III Conferência Nacional de Economia Solidária, no mês de novembro, em Brasília (DF), com o tema “Construindo um Plano Nacional da Economia Solidária para promover o direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável”.
Manoel dos Anjos é membro do Conselho Estadual de Economia Solidária e destaca a importância do encontro. “A Economia Solidária se apresenta como uma alternativa inovadora e sustentável de gestão de trabalho e renda para a promoção da inclusão social, por isso é fundamental que a sociedade participe dos debates regionais e estaduais para assim construirmos um plano efetivo que será apresentado na III etapa nacional”, disse.
O evento será realizado das 08h às 17h30, no Centro de Inclusão Digital (Antiga CAGEPE), na Rua José de Sá Maranhão, S/N, Bairro São Francisco, Afogados da Ingazeira. As próximas Conferências serão em Ouricuri (06/06), Jaboatão dos Guararapes (10/06) e Recife (03a 05/07).
Programação
8:00 Credenciamento/Recepção
09:00 Mesa de Abertura dos Trabalhos
09:30 Leitura e Aprovação do Regimento Interno
10:30 Apresentação sobre as Conferências (balanço e esclarecimentos)
11:00 Discussão por temas:
Grupo 01 – Produção, Comercialização e Consumo Sustentáveis;
Grupo 02 – Financiamento: crédito e finanças solidárias;
Grupo 03 – Conhecimentos: educação, formação e assessoramento;
Grupo 04 – Ambiente institucional: legislação e integração de políticas públicas.
13:00 Almoço
14:00 Plenária para Apresentação das Propostas dos Grupos
16:00 Grupos de trabalho para debater e indicar nomes para delegadas e delegados para a Conferência Estadual de acordo com o Regimento.
17:00 Plenária de votação para eleição dos/as delegados para a Conferência Estadual
17:30 Encerramento
Núcleo de Comunicação – CECOR
Juliana Lima (87) 9962 1987
Kátia Gonçalves (87) 9951 5362
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Feirantes se preparam para o 14º aniversário da FAST
A Feira Agroecologia de Serra Talhada (FAST) está com dias contados para somar mais um ano de resistência e sucesso. Na na manhã do último dia 21, produtores(as) agroecológicos(as) se reuniram no auditório do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor) para discutirem os preparativos do 14º aniversário da FAST que acontece dia 07 de junho, na Praça Sérgio Magalhães, Centro.
De acordo com a coordenadora da feira, Gildete Pereira, são vários motivos que irão contribuir para uma festa digna de aplausos, convidativa e acolhedora. “Temos inúmeros motivos para comemorar. Nos últimos anos enfrentamos uma seca castigável, consequentemente perdemos quase toda produção, o que afastou alguns produtores/as da feira. Foram muitos transtornos causados pela falta de chuva, mas agora a chuva caiu, a produção voltou com tudo e, claro, a alegria na face de cada um (a)”, falou Gildete.
Esse ano a programação vai começar cedo. Das 06h às 11h, os consumidores e convidados irão desfrutar de bons sabores expostos nas bancas enfeitadas com as cores verde e amarelo. Além disso, serão distribuídos bolos, sucos, chá, café, farofa de cuscuz e muita alegria para quem quiser participar.
Foi decido também, durante a reunião, a participação de alguns artistas locais. Dentre eles, a presença do famoso trio pé de serra de Batista para animar a moçada e a rapaziada, apresentações culturais como a dança do xaxado e do coco. No final todas e todos irão cantar parabéns e cortar o bolo.
Outra discussão importante foi a integridade da tabela de preços da feira. Para a agricultora e segunda secretária do Cecor, Maria Silvolúsia, a definição do valor dos produtos é necessária para todos/as, vendedores/as e consumidores/as. “O melhor mesmo é respeitar o que foi decidido em reunião para que não exista um produto sendo comercializado com valores diferentes. Tudo isso se chama organização que vem beneficiar o conjunto”, explicou.
Antes eram 18 famílias de comunidades rurais dos municípios de Serra Talhada, Santa Cruz da Baixa Verde e Triunfo que comercializavam no espaço todos os sábado, a partir das 06h. Hoje o número aumentou para 21, o que mostra que a agricultura familiar e a agroecologia vem ganhando espaços nos roçados e nas cozinhas urbanas.
Núcleo de Comunicação do Cecor
Kátia Gonçalves (87) 9951 5362
Juliana Lima (87) 9962 1987
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Famílias sertanejas recebem capacitação do Programa Uma Terra e Duas Águas
O Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor) realiza desde o último mês de abril, capacitações em Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA), em cinco municípios de execução do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), financiado pela Fundação Banco do Brasil (FBB).
O objetivo é ensinar os agricultores e agricultoras que irão receber as implementações do P1+2/FBB a cuidar da terra e da água de maneira sustentável, garantindo soberania e segurança alimentar para as famílias do Semiárido.
O técnico de campo Valdir Vieira destaca a importância dos momentos de formação. “O GAPA é o ponto primordial para que as famílias aprendam a ter um bom aproveitamento das tecnologias do programa, ensina como usar a terra e a água de forma correta, além de incentivar e fortalecer a produção agroecológica”, explica.
O P1+2/FBB será implantado em cinco municípios: Flores, Quixaba e Santa Terezinha, no Sertão do Pajeú e São José do Belmonte e Mirandiba, no Sertão Central. Ao todo serão construídas 450 tecnologias de convivência com o Semiárido (225 cisternas calçadão e 225 cisternas de enxurrada).
As próximas capacitações em GAPA vão acontecer entre os dias 30 de maio e 1º de junho nos municípios de Mirandiba e Flores, envolvendo 27 comunidades rurais.
Núcelo de Comunicação do Cecor
Juliana Lima (87) 9962 1987
Kátia Gonçalves (87) 9951 5362
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Carta Política do III ENA
“Cuidar da Terra, Alimentar a Saúde e Cultivar o Futuro”. Com este lema, o III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA) reuniu-se entre os dias 16 e 19 de maio de 2014 na cidade de Juazeiro-BA. Com o público de mais de 2.100 pessoas vindas de todos os estados brasileiros, fizeram-se representar trabalhadores e trabalhadoras do campo, portadores de diferentes identidades socioculturais (agricultores familiares, camponeses, extrativistas, indígenas, quilombolas, pescadores artesanais, ribeirinhos, faxinalenses, agricultores urbanos, geraizeiros, sertanejos, vazanteiros, quebradeiras de coco, catingueiros, criadores de fundos em pasto, seringueiros) , técnicos, pesquisadores, professores, extensionistas e estudantes, além de gestores convidados. Com a presença majoritária de trabalhadores e trabalhadoras rurais, nosso encontro alcançou participação paritária entre homens e mulheres, contando também com expressiva participação das juventudes.
A fase preparatória com as 14 Caravanas Agroecológicas e Culturais e o III ENA produziram claras evidências da abrangência nacional que assume hoje a agroecologia em todos os biomas brasileiros como referência para a construção de caminhos alternativos aos padrões atualmente dominantes de desenvolvimento rural impostos pelo agronegócio. Ao mesmo tempo, dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo incorporam a proposta agroecológica como caminho para a revalorização do diversificado patrimônio de saberes e práticas de gestão social dos bens comuns e de reafirmação do papel da produção de base familiar como provedora de alimentos para a sociedade.
No III ENA pudemos constatar que a incorporação do enfoque agroecológico é também expressão da resistência da produção camponesa e familiar às crescentes pressões sobre ela exercidas pela ocupação de seus territórios pelo agronegócio e pelos grandes projetos de infraestrutura e de exploração mineral. Na análise que realizamos sobre os conflitos territoriais que se intensificaram nos últimos 15 anos, com o favorecimento das políticas públicas à expansão do grande capital no campo, constatamos que ao resistir em seus lugares de vida e produção, a agricultura familiar camponesa e os povos tradicionais produzem respostas consistentes e diversificadas para críticas questões que desafiam o futuro de toda a sociedade.
Reforma agrária e reconhecimento dos territórios dos povos e comunidades tradicionais, a afirmação da nossa sociobiodiversidade, conflitos e injustiças ambientais, agrotóxicos e seus impactos na saúde, acesso e gestão das águas, articulação ensino, pesquisa e ater, educação no campo, sementes da diversidade, abastecimento e construção social de mercados, normas sanitárias, financiamento e agroecologia, plantas medicinais, agricultura urbana, e comunicação, foram alguns dos temas abordados.
Ao realizar com êxito o III ENA no Ano Internacional da Agricultura Familiar Camponesa e Indígena, reafirmamos nosso compromisso e nossa disposição de luta pela transformação da ordem dominante nos sistemas agroalimentares, apontando a agroecologia como o caminho que desde já se coloca como a única alternativa na disputa contra a violência imposta pelo agronegócio e outras expressões do grande capital sobre os territórios nos quais a agricultura familiar camponesa e povos e comunidades tradicionais vivem e produzem historicamente para alimentar o nosso povo numa sociedade organizada sobre bases democráticas e de respeito aos direitos da cidadania.
A fase preparatória com as 14 Caravanas Agroecológicas e Culturais e o III ENA produziram claras evidências da abrangência nacional que assume hoje a agroecologia em todos os biomas brasileiros como referência para a construção de caminhos alternativos aos padrões atualmente dominantes de desenvolvimento rural impostos pelo agronegócio. Ao mesmo tempo, dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras do campo incorporam a proposta agroecológica como caminho para a revalorização do diversificado patrimônio de saberes e práticas de gestão social dos bens comuns e de reafirmação do papel da produção de base familiar como provedora de alimentos para a sociedade.
No III ENA pudemos constatar que a incorporação do enfoque agroecológico é também expressão da resistência da produção camponesa e familiar às crescentes pressões sobre ela exercidas pela ocupação de seus territórios pelo agronegócio e pelos grandes projetos de infraestrutura e de exploração mineral. Na análise que realizamos sobre os conflitos territoriais que se intensificaram nos últimos 15 anos, com o favorecimento das políticas públicas à expansão do grande capital no campo, constatamos que ao resistir em seus lugares de vida e produção, a agricultura familiar camponesa e os povos tradicionais produzem respostas consistentes e diversificadas para críticas questões que desafiam o futuro de toda a sociedade.
Reforma agrária e reconhecimento dos territórios dos povos e comunidades tradicionais, a afirmação da nossa sociobiodiversidade, conflitos e injustiças ambientais, agrotóxicos e seus impactos na saúde, acesso e gestão das águas, articulação ensino, pesquisa e ater, educação no campo, sementes da diversidade, abastecimento e construção social de mercados, normas sanitárias, financiamento e agroecologia, plantas medicinais, agricultura urbana, e comunicação, foram alguns dos temas abordados.
Ao realizar com êxito o III ENA no Ano Internacional da Agricultura Familiar Camponesa e Indígena, reafirmamos nosso compromisso e nossa disposição de luta pela transformação da ordem dominante nos sistemas agroalimentares, apontando a agroecologia como o caminho que desde já se coloca como a única alternativa na disputa contra a violência imposta pelo agronegócio e outras expressões do grande capital sobre os territórios nos quais a agricultura familiar camponesa e povos e comunidades tradicionais vivem e produzem historicamente para alimentar o nosso povo numa sociedade organizada sobre bases democráticas e de respeito aos direitos da cidadania.




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