sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Momento Cultura - Historia de Beto Mi

 BETO MI - Biografia e Discografia rara





Beto Mi nasceu Casale Miranda, na cidade de Guaratinguetá, Vale do Paraíba SP, às margens do Rio Paraíba do Sul, aos pés da Serra da Mantiqueira.

Muito cedo, percebeu-se o seu interesse pela música, quando se emocionava ouvindo rádio ou discos de seu pai, com músicas clássicas ou os clássicos da música brasileira ou, ainda, quando passava horas ouvindo o violão do grande Dilermando Reis, ao lado da casa de seus avós, o que não era comum para meninos de sua idade.

Sua alma viajava, muito além das brincadeiras de rua com as outras crianças, e o levava a realidades que, sem que ninguém percebesse, devagar iam se concretizando.

Mais tarde, já na adolescência, cantou em coral, sob a regência do Maestro Martinho Lutero, tocou em bandas marciais e grupos musicais, que entre outras coisas, tocavam em missas de jovens, na região.

E já sonhava com vôos mais altos.

Em meados da década de 70 mudou-se para São Paulo, para cursar a Universidade, e começava ali a trilhar seu caminho musical. Nas andanças por bares de estudantes e noites paulistas, conheceu outras realidades, pessoas e personagens, que ficaram para sempre registradas em sua memória, enriquecendo suas poesias e iniciando-o em suas lutas pelos direitos de uma sociedade mais humana e mais justa.

Nessa mesma época, foi convidado a participar do grupo de Teatro Experimental Universitário -TEU, onde atuou como diretor musical. Logo em seguida começou a participar de festivais de MPB, que eram muito respeitados e que serviram de escola para muitos músicos e compositores daquela época.

Ali nasceu Beto Mi!

Tornou-se conhecido e respeitado, no meio, por vencer vários festivais e por ter recebido, várias vezes, os prêmios de melhor letra e melhor intérprete. Foi chamado de o “Rei da Afinação”, por Durval Ferreira e de “Divino”, por Ângela Maria. Armazenou diversas vitórias e conquistou vários amigos e parceiros, com o seu trabalho e a sua humildade e simpatia.

Em 1982, após vencer o festival de Ubá - MG, com a música “Ói u Trem”, onde recebeu o prêmio das mãos do compositor Alcyr Pires Vermelho, que o comparou a Chico Buarque de Holanda, no início de carreira, foi convidado por diretores da gravadora RCA Victor, presentes ao evento, a gravar seu Primeiro Disco, um Compacto que foi distribuído somente no estado de Minas Gerais.

No ano seguinte, 1983, assinou um contrato com a gravadora RCA e lançou seu Segundo Compacto, desta vez com distribuição em todo território nacional. Em seguida lançou o seu Primeiro LP “BETO MI”, que foi produzido por Durval Ferreira, e contou com as Participações Especiais de Hector Costita (sax), Ubirajara (bandoneão) e Milton Banana (percussão). Esse disco vendeu mais de 100.000 cópias, na época, e tornou-se um grande sucesso nacional, com destaque para o norte e nordeste do país.

Nessa longa caminhada, Beto MI conquistou amigos e parceiros que só vieram a acrescentar na sua vida e conseqüentemente no seu trabalho, como: Sá & Guarabyra, Flávio Venturini, Paulinho Pedra Azul, Nando Cordel, Vanusa, Ney Marques, Ivan Lins, Ronnie Von, Durval Ferreira, Rosemary e Nilson Chaves, só para citar alguns nomes de destaques na música brasileira contemporânea.

Seu primeiro LP foi muito elogiado pela crítica e é considerado hoje, por alguns, um disco clássico na MPB.

Foi convidado a participar do 3o. Festival do Disco Visão em Canela - RS, tendo a oportunidade, nesse período, de conviver mais de perto com alguns monstros sagrados da nossa música, como: Luiz Gonzaga, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra e Jamelão, entre outros.

Em 1986, Beto Mi lançou seu Segundo LP “ESPELHOS”, com produção de Ney Marques, pela gravadora Polydisc.

Seguindo seu contínuo sucesso e mais uma vez levado por seu espírito ousado e sonhador, transferiu-se temporariamente para o nordeste, para ampliar seus conhecimentos e enriquecer seu trabalho, mesclando assim a sua cultura com a nordestina, tão rica e tão forte em suas raízes.

Em 1989, Beto Mi dedicou-se à gravação de seu Terceiro LP. Contando com a força de amigos e parceiros lançou “UM TEMPO PRA SONHAR” pela gravadora WB/Continental. Este trabalho foi, também, produzido por Ney Marques e contou com a Participação Especial da dupla Sá & Guarabyra na faixa “No coração de quem ama” de Guarabyra e Beto Mi.

Este disco obteve grande sucesso, com as músicas “Espanhola” - Guarabyra e Flávio Venturini e “Sonhos de Primavera” - Beto Mi, sendo executado em todas as rádios do país, o que lhe rendeu um vídeo - clipe e a indicação para o Prêmio Sharp 1990.

Depois de muito trabalhar e de passar sete anos vivendo e cantando o nordeste, Beto Mi fechou um ciclo de sua carreira. De volta a São Paulo, em 1995 grava o seu 6º disco e 1º CD “ANDARILHOS DA LUZ”. Este CD teve a produção do próprio Beto Mi e a Participação Especial de sua filha Thais Giubelli Miranda, na época, com 11 anos de idade.

Em 1999, lançou o seu 7º disco, o CD “16 ANOS DE BETO MI”, em comemoração aos 16 anos de carreira e, também, ao final do milênio.

Com a sua volta a São Paulo, Beto Mi redescobre seus vales, suas serras, seus rios, suas matas, cachoeiras e acima de tudo, a sua gente. Enfim, canta suas próprias raízes, advindas dessa cultura única e ao mesmo tempo tão mesclada dentro de seu próprio universo, somando-se a isso tudo, a cultura nordestina, bem brasileira.

Aproveitando bem essa universalidade cultural e acreditando que a música é realmente a ”linguagem universal”, Beto Mi vem trabalhando o Projeto Educativo, Musical, Cultural e Ambientalista “Planeta Caipira”. O “Planeta Caipira” é um Projeto Social que tem a aprovação da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e da Fundação SOS Mata Atlântica, e vem sendo desenvolvido em Escolas da Rede Pública de Ensino do Vale do Paraíba, com o apoio de empresas e autarquias. Este trabalho canta mais do que a preservação da vida – a nossa e a do planeta, em sua total comunhão e dependência - mas o nosso lugar nele, a nossa gente, a nossa cultura, a nossa arte, as nossas matas, as nossas águas e até mesmo, a criação do planeta Terra, de uma forma simples, bonita e compreensível.

Segundo o produtor e amigo Ney Marques "Um trabalho digno do Novo Milênio

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ASA realiza Encontros Estaduais de Agricultoras/es Experimentadores

Catarina de Angola - Asacom
02/10/2013
Agricultores durante visitas às experiências do II Encontro Nacional, realizado em Pesqueira (PE), em 2011. Foto: Daniel Feijó/Arquivo Asacom
Fortalecer a troca de experiências e de conhecimento entre agricultores e agricultoras. Essa é a prioridade dos Encontros Estaduais de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, que acontecem desde o mês passado em todos os estados do Semiárido, pela rede Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). A dinâmica culminará no 3º Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores a ser realizado entre os dias 28 e 31 de outubro, em Campina Grande, na Paraíba, com o temaGuardiões da Biodiversidade: cultivando vidas e resistência no Semiárido.

“O intercâmbio entre os agricultores e agricultoras faz parte da nossa abordagem política e metodológica e os encontros estaduais são muito importantes para o fortalecimento da rede de agricultores experimentadores”, pontuou Glória Araújo, coordenadora executiva da ASA pelo estado da Paraíba. Os encontros estaduais acontecem após as dinâmicas dos encontros territoriais.

A experimentação das agricultoras e dos agricultores vem da própria prática na agricultura. Eles e elas observam, inovam, criam e experimentam no dia a dia. No manejo da agricultura, na preservação do patrimônio genético (sementes e animais), no estoque de água e alimento, entre outras diversas dinâmicas. E os encontros territoriais e estaduais fortalecem essas dinâmicas de experimentação nos territórios e estados. Valorizam o saber local e reafirmam que agricultores e agricultoras constroem rico conhecimento para convivência com o Semiárido, e que ele deve ser partilhado para ampliação e fortalecimento dessa rede.

Agricultores/as falando para agricultores/as. Essa é a prioridade nos encontros territoriais, estaduais e do III Encontro Nacional. A agricultora Josefa Maria da Silva, mais conhecida como dona Deca, de Massapê, no Piauí, participou do encontro estadual e a expectativa para o nacional é a de apresentar sua experiência com quintais produtivos. “No encontro aqui do Piauí eu gostei de tudo. Foi bom porque a gente fica com mais conhecimento das coisas. Achei importante participar desse e ir também pra Paraíba e ficar com mais aprendizado. Vou levar minhas sementes de milho, feijão, abóbora, melancia, mulungu, e falar do meu quintal que tem pimentão, pimentinha coentro, cebola, cenoura e que eu uso a água da cisterna-calçadão”, contou animada a agricultora.

Além do Piauí, os encontros estaduais já aconteceram em Alagoas, Ceará e Sergipe. A agricultora Conceição Mesquita, da comunidade de Urubu, na cidade de Trairi, no Ceará, ficou muito feliz em participar. “Foi de grande importância participar, e partilhar o conhecimento que tenho como agricultora experimentadora da agroecologia. Lá na Paraíba vou levar e multiplicar para outras pessoas o que tenho feito”, disse. Ela reforçou também a importância da troca de sementes entre os agricultores/as nesses espaços de formação e a sua expectativa em fazer essa troca no encontro nacional. “Vou levar sementes da casa de sementes crioulas e nativas que temos na comunidade. Já trouxe de outros encontros café, palmeiras. Sempre nos encontros a gente traz algumas plantas diferentes pra ver se adaptam a nossa região”, completou Conceição.

Os encontros estaduais são momentos de preparação para o III Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores, que reunirá cerca de 250 participantes de todo o Semiárido. Por isso, no nacional a troca não se dará mais apenas entre pessoas do mesmo estado. Agricultores/as de todo o Semiárido partilharão conhecimento nas atividades. Também no nacional, além de oficinas e visitas acontecerá uma feira, como mais um espaço de troca, além de experiências que serão sistematizadas e lá apresentadas. “As dinâmicas estaduais alimentam a nacional e com isso ampliamos essa construção de conhecimento em todo o Semiárido”, coloca Glória. 

Agenda de próximos encontros estaduais:
Paraíba – 03 e 04/10
Maranhão – 07 e 08/10
Bahia – 08 e 09/10
Minas Gerais – 08 a 11/10
Pernambuco – 13 a 15/10
Rio Grande do Norte – 17 e 18/10

domingo, 13 de outubro de 2013

Homenagem A Nossa Senhora Aparecida

EM HOMENAGEM A NOSSA SENHORA APARECIDA, QUE COMEMORAMOS NO DIA 13 DE OUTUBRO

“Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe e Ela quis manifestar-se nessa região do Vale do Paraíba de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial. Solidária, porém, com aqueles pobres pescadores e na sua cor negra, identificada com os escravos da época e os excluídos de hoje. Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus sobre o Brasil e o povo devoto que aqui vem para venerar a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças” (Papa Francisco)
Deixe seu pedido de oração confiando na intercessão da Mãe Aparecida. 
#Evangelizarepreciso #NossaSenhoraAparecida
Papa Francisco Beija Imagem de Nossa Senhora Aparecida
“Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe e Ela quis manifestar-se nessa região do Vale do Paraíba de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial. Solidária, porém, com aqueles pobres pescadores e na sua cor negra, identificada com os escravos da época e os excluídos de hoje. Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus sobre o Brasil e o povo devoto que aqui vem para venerar a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças” (Papa Francisco)
Deixe seu pedido de oração confiando na intercessão da Mãe Aparecida.