quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Nota de de Utilidade Publica

Ajude quem está precisando mais.
O projeto "Criança Esperança" já recebeu milhões e milhões, e neste momento, TODAS as APAE's do Brasil estão pedindo socorro para não fecharem as portas.
Compartilhe esta ideia, vamos ajudar esta instituição que está esquecida pela mídia e pelos nossos governantes, e agoniza sem 1 centavo deles.
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(quem deseja doar para o Criança Esperança também, fique à vontade. Apenas estou sugerindo para doar preferencialmente para uma instituição que está abandonada pelo governo e pela mídia.)

Para quem quiser colocar em prática esta ideia, segue o contato da APAE aqui de São José do Rio Preto:

http://www.apaeriopreto.org.br/

Rua Raul Silva, 1863
Nova Redentora
São José do Rio Preto - SP
Tel: (17) 2136.1200
Email: apaesjrp@terra.com.br

Oceander Veschi (quem deseja doar para o Criança Esperança também, fique à vontade. Apenas estou sugerindo para doar preferencialmente para uma instituição que está abandonada pelo governo e pela mídia.)
Para quem quiser colocar em prática esta ideia, segue o contato da APAE aqui de São José do Rio Preto:
http://www.apaeriopreto.org.br/
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São José do Rio Preto - SP
Tel: (17) 2136.1200
Email: apaesjrp@terra.com.br
Oceander Veschi

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A fotografia como instrumento para contar histórias e quebrar estereótipos


Gleiceani Nogueira - Asacom
14/08/2013
Ripper é especialista em fotografia documental e humanista | Foto: Janaína Santos
Um fotógrafo sensível que utiliza as lentes de sua câmera a serviço dos direitos humanos e das populações menos favorecidas. Assim é João Roberto Ripper, jornalista e especialista em fotografia documental, social e fotojornalismo. Fundador do Imagens Humanas, um projeto pessoal onde ele expõe seu trabalho, Ripper também ajudou a idealizar o Projeto Imagens do Povo do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro.

Defensor da fotografia como instrumento para contar a beleza dos fazeres das populações, Ripper ministrou duas oficinas regionais de comunicação com a presença dos comunicadores populares da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). A primeira aconteceu em Feira de Santana-BA, de 31 de julho a 3 de agosto, e a outra em Trairi (CE), de 7 a 9 de agosto. Na ocasião, o fotógrafo concedeu uma entrevista à jornalista Gleiceani Nogueira, da Assessoria de Comunicação da ASA (Asacom). Na conversa, Ripper falou sobre os princípios a fotografia humanista, do papel do fotógrafo que deseja abraçar essa proposta, e da contribuição da ASA na contação de novas histórias sobre o Semiárido, que fogem da imagem estereotipada construída sobre a região. Confira!

Asacom - Quais sãos os princípios da fotografia humanista e de que forma ela contribui na luta pelos direitos humanos?

Ripper - 
Eu acho que o poder de poder fotografar tem que estar inserido na única filosofia cabível nos poderes que é o de servir. Então a fotografia humanista tem, sobretudo, um caráter de servir e servir é também uma forma que liberta o exercício do poder, liberta a quem serve, liberta a pessoa que tá exercendo a fotografia. Eu acho que cada vez mais o fotógrafo humanista é um fotógrafo que aprende com as pessoas, com as comunidades e os grupos que ele fotografa na história da vida e ele deve ser, sobretudo, um elo de bem-querer entre quem é fotografado e quem vai ver a fotografia. Esse elo pode ser até numa denúncia, pode ser numa documentação de uma guerra, na documentação de um conflito. Mas, eu acho que o fotógrafo humanista, deve ter consciência de que a sua foto tem que tá no fluxo de contra-informação e tá no fluxo de contra-informação é produzir fotos que levam informações a população de maneira que você quebre o filtro na edição da beleza. Então eu acho que o fotógrafo, além da denúncia, ele tem que cuidar muito de como ele vai passar a beleza para as pessoas e, principalmente, a beleza dos seus fazeres que é uma informação que de alguma maneira é filtrada pelos poderes. Portanto, ele é um fotógrafo que tem que ter a consciência e essa consciência vem sendo adquirida aos poucos, de que ele tem que contribuir para quebrar os estereótipos. Acho que esses estereótipos na comunicação são justamente os estereótipos que se definem pelo poder. Um poder que passa pelos poderes políticos, pelos poderes da indústria, dos comércios e pelo poder da comunicação, que talvez seja o maior de todos os poderes porque é usado por todos esses poderes e porque fala e mantém a ideologia dos poderes na sua forma de se expressar. E aí a gente volta de novo ao princípio de um documentarista humanista de que você de alguma maneira, através da sua câmera, tem esse poder e pra mim ele só tem sentido se for para servir.

Asacom - Durante as oficinas regionais de comunicação da ASA você convidou os participantes a usar a comunicação para retratar a beleza, o sonho e o amor. Como é possível encontrar esse caminho através da fotografia? 

Ripper-
 Eu acho que esse caminho é o caminho que está dentro das pessoas. Eu acho que esse caminho do amor e da beleza é o caminho responsável pela existência de todos nós, das populações. Esses caminhos começaram de forma individual e de uma forma coletiva quando as pessoas se olham, se gostam, se acham bonitas e vão se conhecer mais e conhecem as suas belezas de fazeres e aí se amam e procriam. Na maioria das vezes, a história do mundo é feita pela história da beleza. O problema é que na hora de contar as histórias das populações menos favorecidas esse poder, que gerou tanta gente, ele é esquecido e o sentido do poder, que é o sentido de servir, é esquecido para você manter um status quo e nessa manutenção do status quo você tira da informação que chega às pessoas a beleza dos fazeres populares. Então você usa o poder como sinônimo de superioridade, como sinônimo de eu sei sobre você, eu digo o que você é e isso vem através da forma de você contar, por exemplo, uma só história. E uma só história repetida uma e muitas vezes, acaba transformando a pessoa naquela única história e ninguém tem uma só história. Uma cidade não tem uma só história, nenhum país tem uma só história, nem uma pessoa tem só uma história. Então a maneira como você edita a informação ao mundo, como você exerce de forma errada esse poder de comunicação, sem ser servindo, acaba reduzindo a dignidade das pessoas. Uma história só reduz a pessoa aquela história e eu acho que o fotógrafo humanista ele vai aprender, sobretudo, a reconhecer valores e então a contar esses valores que ele aprendeu e reconheceu e aí você ajuda a resgatar a dignidade das pessoas.

Asacom  - Como se pode contar outras histórias do Semiárido, através da fotografia, que fuja dessa imagem estereotipada que foi construída sobre a região?

Ripper  - 
Indo para dentro das casas das pessoas, indo pra dentro dos projetos que trabalham com as pessoas que convivem no Semiárido seja no Nordeste, no Norte de Minas ou no Vale do Jequitinhonha. Você vai ver pessoas onde a vida no Semiárido, apesar de todos os estereótipos, pulsa, está na veia dessas pessoas. E também você vai ver que essas pessoas vivem dentro de uma natureza que tem uma característica. Ninguém fala em acabar com as geleiras do Ártico até porque se você falar você desequilibra a natureza toda e seria um grande crime ecológico. Mas, as pessoas falam em acabar com a seca e, na verdade, o que está por traz disso são projetos financeiros de manutenção de um poder. E pra fazer isso você esconde as realizações dos sonhos das pessoas porque as pessoas que convivem com o Semiárido sonham com coisas simples como a gente sonha de modo geral que é sua produção, sua alimentação, com a água, e eles conseguem fazer isso com suas experiências. Acho que organizações como a ASA e vários parceiros da ASA o que fazem é sistematizar isso e discutir com o governo enquanto política pública. Então, eu acho que a maneira de mostrar isso é você ouvir essas histórias, é contar essas experiências e entender que as experiências que vêm dando certo são feitas por pessoas que pra existirem e realizarem essas experiências exercitam o seu bem-querer entre si.

ASAcom - Você disse que a ASA, a partir das suas experiências, do trabalho das suas organizações, dos agricultores e agricultoras, tem conseguido contar novas histórias do Semiárido a partir da convivência. Na sua avaliação, como o trabalho de comunicação da ASA vem contribuindo para quebrar essa imagem estereotipada da região?

Ripper -
 Primeiro eu acho que a ASA teve uma compreensão que faltam a muitas organizações e segmentos que defendem lutas populares que é a compreensão de que se você não exercer o poder da comunicação de servir, você está abrindo mão de uma das maiores armas para que a informação chegue pra todo mundo. Então, um dos grandes passos foi quando a ASA assumiu a comunicação como um dos eixos principais da luta pela convivência com o Semiárido. Esse é o primeiro ponto. A segunda é que através de discussões onde jornalistas formados e jornalistas populares se unem para cobrir e documentar muito bem o pensamento da população desse semiárido e aí vão ouvir as histórias e estão tentando fazer vários veículos,  que são veículos que tenham uma aceitação, primeiro, para esse público, e essa aceitação conta as histórias que essa população faz e isso eu acho que de alguma maneira talvez seja uma das poucas formas  de comunicação exercida por uma organização que retorna aos moradores a sua história e isso mexe e empodera essas pessoas. Eu acho que esse caminho inevitavelmente vai se organizar ainda mais pra que essas pessoas aos poucos possam também ir dominando essa técnica até que possam vir a trabalhar seus próprios elementos de comunicação, seja através do rádio, seja através de vídeo, de experiências artísticas de comunicação como o teatro, o cordel, seja através da fotografia, dos boletins. Em termos de jornal vocês conseguiram um modelo que é muito bom. Claro que o que é muito bom é primeiro bom porque tem a consciência de que pode melhorar, mas o Candeeiro [boletim de sistematização da ASA] é um exemplo disso porque as populações são vistas ali, elas querem ser vistas ali e elas se orgulham de ser vistas ali e, portanto, elas se empoderam para criar suas iniciativas e, hoje, a gente já sabe de histórias dos moradores do Semiárido que estão produzindo seus vídeos, que estão contando e mandando suas histórias. E tem também a vontade das pessoas que fazem parte da comunicação de sempre de reunirem e verem onde elas podem contribuir com essa quebra de estereótipos. E isso passa por uma forma bem serena que a ASA tem de ver como ela vai evoluir para que esse poder de aprendizado da comunicação chegue aos moradores  do Semiárido e como é que ele vai chegar também a grande mídia e acho que isso é feito de uma forma extremamente calma, sem a utopia de que você não pode tirar um passo tão bonito, que se conseguiu com as rádios, com os vídeos, com o Candeeiro, mas como isso, que tem sido tão bom, está clamando para dar passos ainda maiores.    

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nuanças do Nordeste Brasileiro

Em apoio ao Povo Indígena Xukuru Kariri de Palmeira dos Índios.



Estaremos usando este espaço para divulgar o papel do Povo Xukuru Kariri e a sua importância para o município de Palmeira dos Índios, pois a parte da mata atlântica e caatinga que ainda está conservada é graças aos indígenas que ali moram e fazem a sua proteção, pois para eles a Terra é sua mãe e precisar ser respeitada. Além de usar deste meio, para denunciar as violências que este povo vem sofrendo, devido ao processo de regularização do seu território tradicional.



Foto: Antônio Ferreira
Cet espace est de révéler l'histoire de la lutte du peuple Xukuru Kariri, ville indienne ethnique de Palmeira dos Indios en Alagoas, Brésil. Comme d'autres peuples indigènes du Brésil, ce peuple a souffert de graves menaces et d'être victime de l'extermination de leur culture. Parce que leurs droits sont bafoués au profit de la volonté des grands propriétaires terriens et de grands hommes politiques de la région. Alors qu'ils luttent pour survivre et defedem la terre où ils vivent. L'importance de Xukuru Kariri pour la ville est critique, puisque la partie de la forêt et de la savane qui est encore préservée grâce à des indigènes qui y vivent et font leur protection, car pour eux, la terre est leur mère et doivent être respectés . De là, ils gagnent leur vie dans l'agriculture.



Segue abaixo uma carta do Povo Xukuru Kariri



Carta do Povo Xukuru Kariri



“Hoje sabemos o lugar que queremos ocupar na história do país”

Maninha Xukuru Kariri.
Nós, da Etnia Xukuru Kariri viemos tornar público o desrespeito que vem acontecendo com o nosso Povo, uma vez que políticos, fazendo uso abusivo da política, latifundiários e empresários têm usado os meios de comunicação para invisibilizar nossa luta, incitando a violência da sociedade contra a demarcação de nosso território tradicional. Os mesmos têm ocultado e distorcido a verdade. Sabemos que tudo isso é um jogo político, que fere a Constituição Federal do Brasil, de modo especial o artigo 231, pois o mesmo garante que “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos seus bens”.   A constituição também garantiu em seu Art. 67 que “a União concluirá a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir da promulgação da Constituição”. O decreto 1.775, de 08 de janeiro de 1996, que regulamenta o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas, determina no art. 4º, que o INCRA, realize o reassentamento dos ocupantes não índios de boa fé, bem como, a justa indenização pela FUNAI. Dessa forma, os direitos de todas as pessoas, indígenas e não indígenas, são assegurados em lei, como forma de realizar a justiça e promover a paz.
Através de campanhas difamatórias, veiculadas pela imprensa controlada pelos ricos invasores de nossas terras, estamos sendo acusados de atrasar o progresso do município. Como? Pois, preservamos 200 hectares de mata atlântica e 300 hectares de caatinga, Rios e nascentes existentes dentro de nossas aldeias, abastecem parte da população. Produzimos mais de 70% da banana que é vendida na feira livre de Palmeira dos Índios: macaxeira, batata, frutas, hortaliças, além da produção e conservação das sementes crioulas. Criamos pequenos animais, como aves, cabras e suínos. Fornecemos alimentos agroecológicos para o programa do governo federal PAA - Programa de Aquisição de Alimentos, com Doação Simultânea, além do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar, ampliando assim o abastecimento de uma alimentação saudável a população do município de Palmeira dos Índios. E os fazendeiros, produzem e conservam o quê?
O processo de demarcação vem atender a um direito originário dos Povos Indígenas, que lhes é garantido na constituição federal de 1988 e assegurado pela convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT assinada pelo estado Brasileiro em 2004. Com isso, a Portaria declaratória nº 4.033 de 14 de dezembro de 2010 garante e reconhece a tradicionalidade de uma área 7.033 ha. Neste contexto, a FUNAI órgão do Governo Federal, atendendo uma demanda histórica de nosso Povo, deu inicio ao processo de regularização fundiária Xukuru Kariri, no entanto devido ao clima de terror e ameaças instaurados pelos políticos locais, a FUNAI, submetendo-se aos conchavos políticos partidários, suspendeu as atividades, retirando o grupo técnico, responsável pelo levantamento fundiário, o que paralisou os trabalhos de levantamento, de vistoria e avaliação de benfeitorias construídas por ocupantes não índios na terra indígena, através do simples memorando de nº876/DPT/2013 do diretor de proteção territorial - substituto.
Repudiamos a postura arbitrária do Governo Federal, através da FUNAI e convocamos a toda sociedade civil e organizada para apoiar a luta pela regularização da terra Xukuru Kariri, onde juntos, exigimos o imediato retorno do equipe de trabalho e a homologação do território pela Presidenta da República Dilma Rousseff.
Palmeira dos índios, AL. 18 de agosto de 2013.