sábado, 21 de dezembro de 2013

Velório do músico Reginaldo Rossi é aberto ao público na Assembleia Legislativa

Da RedaçãoAtualizada às 22h21
Foto: ReproduçãoFoto: Reprodução
Na manhã desta sexta-feira (20), por volta das 10h, faleceu o cantor Reginaldo Rossi. Ele estava internado desde o dia 27 de novembro, no Hospital Memorial São José, no Recife, e foi diagnosticado com câncer de pulmão, divulgado no dia 11 de dezembro, depois de uma biópsia realizada em um gânglio retirado da axila direita do artista.
Reginaldo Rossi iria completar 70 anos no dia 14 fevereiro e deixa esposa e um filho. O velório foi marcado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O Governo do Estado decretou três dias de luto oficial pela morte do músico.
No final da tarde, por volta das 18h15, o corpo do cantor chegou à Alepe, onde teve início o a cerimônia para amigos, familiares e autoridades. A repórter Simone Santos acompanhou a movimentação.
la foto 1Foto: Simone Santos / Rádio Jornal
Às 19h45, os portões da Assembleia Legislativa foram abertos para que o público pudesse ter acesso e acompanhar o velório.
O repórter Handerley Souza está no velório do Rei do Brega. Silvério Pessoa foi se despedir de Reginaldo Rossi e destacou a importância da obra do cantor, que levou a cultura de Pernambuco mundo afora.
O cover do Rei, Luís Carlos Rossi, também foi prestar homenagem ao ídolo:
O músico Alcimar Monteiro exaltou o legado de Reginaldo Rossi. Ele comparou o Rei à Nelson Rodrigues, dizendo que Rossi “falava a língua do povo”.
O repórter Handerley Souza também conversou com o músico Ubirajara Ferreira da Silva, mais conhecido como “Bira Rossi”, tido como o maior fã do Rei.
À tarde, no mercado da Madalena, fãs de Reginaldo Rossi se reuniram para prestar as últimas homenagens ao cantor, na “Confraria do Corno”.
Rádio Jornal e a JC News prestaram homenagem ao músico:

Compartilhe essa notícia


domingo, 15 de dezembro de 2013

Os pipas e as cisternas

Nota Pública das entidades que trabalham o Semiárido Brasileiro
ASA, CESE*, Resab**, Cáritas Brasileira

Chamou a atenção a matéria sobre o abastecimento das cisternas por carros pipas contaminados, ou água contaminada dos pipas, veiculada pelo Fantástico da Rede Globo, edição de 01/12/2013. Entretanto, cabem algumas observações sobre a referida matéria.

Em primeiro, o conteúdo da matéria não pode se generalizar para todo o Semiárido. Na maioria dos lugares o abastecimento está sendo decente e com água tratada, em que pese tantos casos de fraudes, má fé e falta de ética por falta dos pipeiros e políticos. Também no que se refere à epidemia em Alagoas, trate-se de um caso localizado, acontecido há meses atrás, só agora vindo ao ar no referido programa.

Em segundo, está evidente que ainda estamos longe de resolver os problemas da água potável da região do Semiárido, particularmente em épocas de grandes estiagens, como essa que estamos passando. Uma grande parcela da população local ainda bebe água contaminada, não só porque vem pelos pipas, mas porque suas fontes de abastecimento ainda são os barreiros e açudes, cujas águas insalubres servem para o abastecimento humano e dos animais.

Terceiro, é preciso realçar que, com todos os limites apontados pela referida matéria, já não temos nessa região, nem mesmo em períodos de longas estiagens, a intensa mortalidade infantil, tantas doenças veiculadas por água contaminada, já não precisamos das famigeradas “frentes de emergência”, já não temos intensas migrações e nem os horrores dos saques feitos por sedentos e famélicos. Nós, das entidades que atuam nessa região, construindo a convivência como Semiárido, fazemos questão de realçar as conquistas desse povo.

Por último, se não quisermos que essas cenas do presente se repitam no futuro, é só o governo implementar massivamente as tecnologias de convivência com o Semiárido: cisternas de captação de água de chuva para beber, cisternas para produção, caxios, barreiros, barragens subterrâneas, etc, e implementar adutoras para abastecimento das aglomerações rurais e centros urbanos. Onde esses serviços já chegaram, apesar das dificuldades, os problemas trágicos já não se repetem. Infelizmente, essa situação atinge todo povo brasileiro. Recentemente, o IBGE divulgou a síntese dos Indicadores sociais 2013 – SIS, onde constata que 29,7% dos domicílios urbanos não tem acesso simultâneo aos serviços básicos de saneamento e iluminação, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta de lixo e iluminação elétrica. Do total de domicílios analisados, 93,5% acusaram ausência de esgotamento sanitário (IBGE/2013).

Talvez ainda precisemos dos pipas, principalmente onde os serviços de água não chegaram, ou simplesmente porque nessas longas estiagens há locais tão distantes que vão continuar precisando deles. Aí então é uma questão da vigilância sanitária e dos responsáveis pelos programas de abastecimento dos pipas, assim como dos gestores públicos federal, estadual e municipal, assumirem suas responsabilidades.
* Coordenadoria Ecumênica de Serviços
** Rede de Educadores do Semiárido Brasileiro