sábado, 21 de setembro de 2013

Sistemas Agroflorestais geram mais renda e emprego que pecuária diz estudo feito no MT

 Produção de palmito pupunha em Sistema Agroflorestal. Foto: Embrapa

Os sistemas agroflorestais, além de serem uma importante alternativa para manter a cobertura vegetal, geram 20 vezes mais empregos e até 93 vezes mais renda que a bovinocultura extensiva. É o que conclui a dissertação de mestrado do pesquisador Robert Davenport, aprovada pelo Centro de Pós-Graduação em Agronomia Tropical, Pesquisa e Ensino (Catie), de Turrialba, na Costa Rica.

Produção de palmito pupunha em Sistema Agroflorestal. Foto: Embrapa
Com o tema “A eficácia de projetos de conservação e desenvolvimento sustentável para conter o desmatamento na Amazônia Mato-grossense comparada com a ação de políticas públicas de comando e controle” a pesquisa analisou o impacto dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável nos assentamentos da reforma agrária implantados pelo Incra, entre eles Iracema em Juína, Nova Cotriguaçu e Vale do Amanhecer, municípios localizados no Noroeste de Mato Grosso, região amazônica.
Para uma parte do grupo de agricultores que participou do estudo, os Sistemas Agroflorestais representam a principal alternativa de renda e de uso do solo nas propriedades deles. Davenport avaliou esses números para cada hectare cultivado, em propriedades com tamanho entre 50 a 100 hectares.
No caso do assentamento Vale do Amanhecer, a combinação de assistência técnica, organização social, certificação legal da produção sustentável, parcerias com diversos setores e agregação de valor aos produtos, entre outros fatores, garantiu uma cobertura florestal 39% maior que nas demais áreas de estudo.
Davenport analisou os impactos dos projetos sobre a viabilidade e legitimidade percebida pelos agricultores a respeito das regras ambientais nos arranjos institucionais locais, que incorporaram a preocupação com a segurança e sustento das famílias, apoio a infraestrutura de cooperativismo e associações, além da atenção a redução dos custos de transação da agricultura.
Variáveis
O mestrado envolveu a realidade de agricultores familiares em assentamentos da reforma agrária nos três municípios, avaliando variáveis institucionais, econômico-ecológicas e a produção da agricultura familiar como fator de definição da tendência de usos da terra pelos agricultores. O cumprimento da legislação ambiental, pontos de vista dos agricultores sobre o Código Florestal Brasileiro e as percepções das condições sócio ecológicas locais também foram abordados. A pesquisa de campo foi realizada entre janeiro e abril e a dissertação defendida na Costa Rica em julho deste ano.
Apoio
Foram também avaliados os resultados alcançados pelo Projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (Aderjur) e patrocinado pela Petrobras, se destacando na pesquisa pelo apoio à implantação dos Sistemas Agroflorestais.
Entre as ações de apoio estão assistência técnica, apoio a organização social da cooperativa e associações, realização de cursos, visitas, intercâmbios em outros municípios, uso da serraria portátil para aproveitamento de madeira morta, alcance do suporte financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e respectivos programas de crédito, pelo desenvolvimento de mercado e elaboração de contratos de aquisição com comunidades indígenas, além do apoio com mudas de espécies nativas, calcário e adubo.

Informe do Incra, publicado pelo EcoDebate, 19/09/2013


OFENSA A IGREJA E AOS SÍMBOLOS

Declaração de Dom Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar de Aracaju sobre as manifestações satânicas no festival Rock in Rio:
"No Rock in Rio, exaltação a Satanás e escárnio aos símbolos cristãos católicos.
Eis a nossa civilização!
Ali não é lugar para os discípulos de Cristo...
Num contexto desses, ir ali é o mesmo que sacrificar aos ídolos!
Se alguém tem amor ao Senhor e à Sua Igreja,
Sentiu-se triste e indignado...
Não dá para fazer de conta que é brincadeirinha,
que não é grave,
Que não é realmente satânico!
Simplesmente, não se pode servir a dois senhores!
Não se pode blasfemar o Senhor, apostatá-lo e ainda se pensar cristão!
Onde chegamos: o mal é exaltado, o bem é envergonhado!"

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Boa Noticia

Aprovada em 2012, por meio do decreto 7.794, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO) representa uma conquista dos movimentos sociais de campo, especialmente no Brasil, onde há prevalência de incentivos ao agronegócio em relação à agricultura familiar realizada numa perspectiva agroecológica e responsável pela produção de alimentos saudáveis. 

Construída a partir do trabalho de uma comissão composta por representantes do governo e organizações da sociedade civil – entre elas a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) – a PNAPO passa a ser efetivada a partir do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), aprovado em junho deste ano e com lançamento previsto para este mês de setembro.


Na perspectiva de refletir sobre os impactos dessa política na vida das pessoas, a jornalista Mariana Reis, da Assessoria de Comunicação da ASA (ASACom) conversou com Alexandre Pires, coordenador geral do Centro Sabiá e representante da ASA na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO). A seguir, veja os principais tópicos dessa conversa:

ASACom – Na sua avaliação, qual a importância da participação da sociedade civil na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO) e na própria definição da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO)?

Alexandre Pires – É importante dizer que a PNAPO é uma reivindicação dos movimentos sociais de campo, resultado de uma série de seminários regionais e de seminário nacional realizados pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), ou seja, vem do acúmulo das organizações sociais. A lei é uma conquista do movimento agroecológico e do movimento de mulheres, através da Marcha das Margaridas, em 2011, que conseguiu incidir politicamente e pautar o governo. Diante desse acúmulo e do que foi elaborado pelo governo, podemos dizer que a lei é limitante. É responsabilidade do governo, especificamente da Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (CIAPO), a instrumentalização. Cabe à sociedade civil o papel de reivindicar e, principalmente, monitorar a execução dessa política.

ASACom – O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), que viabiliza a execução da política, está previsto para ser lançado ainda neste mês de setembro. Na prática, como o plano vai influenciar a vida dos agricultores e agricultoras familiares? 

Alexandre Pires – No Plano, são trabalhados quatro eixos: produção; uso e conservação da biodiversidade; conhecimento e comercialização. No eixo da Produção, a expectativa é de fortalecimento da gestão, para além do impacto do consumo. Quanto ao Conhecimento, o que se destaca é a valorização do conhecimento dessas famílias a respeito do solo, da água, das plantas, das sementes, e a capacidade de replicar, a perspectiva de esses agricultores e agricultoras serem difusores desses conhecimentos. Já a Comercialização incide na geração de recursos, no ganho monetário, o que influencia também na qualidade de vida.

ASACom – Nos últimos tempos, muito tem-se falado sobre a procedência do que se come e sobre a necessidade de consumir alimentos de qualidade, livres de agrotóxicos. Como o PLANAPO fortalece o debate sobre segurança e soberania alimentar?


Alexandre Pires – O PLANAPO surge a partir da convocação da sociedade civil, mas tem as suas limitações. Assim, as ações que aparecem no plano são as que são possíveis de ter. Em relação à segurança e soberania alimentar, destaco alguns pontos. Primeiro, é a referência às sementes crioulas, projeto apoiado pela ASA; em segundo lugar, destaco a construção do Plano Nacional de Redução de Uso de Agrotóxicos, uma forma de obrigar o governo a garantir recursos para limitar esse uso; o terceiro ponto é o fortalecimento das ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que tem um impacto importantíssimo na doação de alimentos para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, de insegurança alimentar. Outro destaque ainda é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garante merenda saudável para os estudantes nas escolas. O PLANAPO ainda prevê o apoio na elaboração de materiais educativos alternativos, o que também é uma forma de chamar a atenção para esses temas. 

ASACom – Pode-se dizer que essa política também interage com as populações urbanas? Como essa perspectiva vem sendo discutida nos movimentos sociais? 

Alexandre Pires – O diálogo com o urbano é bastante interessante. O ensino e a pesquisa voltados para a agroecologia, nas escolas e universidades, estabelecem parâmetros para pessoas que vão se formando como profissionais que influenciam nas políticas públicas. Outra dimensão é a valorização do consumo de alimentos que vêm da produção agroecológica, em programas como o PAA e o PNAE. A garantia de que um percentual do que é consumido na merenda escolar seja originado da agricultura familiar impacta diretamente na vida de populações urbanas, de jovens e crianças, professores e prefeituras, e isso abre um campo de possibilidades para que os gestores reconheçam que esses programas de fato fazem uma ponte entre o campo e a cidade. Já ações como as feiras agroecológicas nos grandes centros possibilitam interagir com as cidades, com o público urbano,  e ecoam no sentido de ter uma produção agroecológica significativa que possa subsidiar essas feiras. Esse é um ganho que nós vamos ter em relação ao diálogo com a cidade.



Justiça do Pará condena mandante do assassinato de Dorothy Stang a 30 anos de prisão

dorothystangA Justiça do Pará condenou, no fim desta noite desta quinta-feira (19), o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, a 30 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte da missionária, Dorothy Stang, na qualidade de coautor e mandante do crime. O julgamento, o quarto realizado, após recursos dos advogados do réu, durou mais de 14 horas. A sentença foi lida pelo juiz Raimundo Moisés Alves Flexa.
Dorothy Stang foi morta a tiros no município de Anapu, no sudoeste paraense, em 12 de fevereiro de 2005. De acordo com o Ministério Público, ela foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram disputadas por fazendeiros e madeireiros da região.
As investigações das polícias Civil e Federal na época do crime indicaram que Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista foram os autores do assassinato. Amair Feijoli Cunha, o Tato, foi apontado como intermediário. Ele foi contratado por Bida e por Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, que pagaram R$ 50 mil pelo assassinato da missionária, conforme a investigação. A defesa de Bida alegou que não havia evidências suficientes que comprovasse o envolvimento do fazendeiro no caso.
Condenado a 30 anos no primeiro julgamento, em 2007, Bida teve direito a novo júri em 2008, quando foi absolvido. O segundo julgamento, no entanto, foi anulado por fraude processual. No terceiro julgamento, que durou mais de 50 dias, Bida voltou a ser condenado, mas os advogados conseguiram a anulação alegando cerceamento de defesa.
Na ocasião, o fazendeiro foi a júri representado por um defensor público, que admitiu posteriormente não ter tido acesso a todo o processo, o que foi usado pela defesa posterior de Bida para pedir a anulação do julgamento.

Fonte: Agência Brasil

Após assalto mulher persegue atropela e mata bandido em Teresina



O fato aconteceu por volta das 10h desta segunda-feira (16) na Zona Leste.
Mulher saiu em perseguição ao criminoso após ser assaltada.
Uma mulher atropelou e matou um assaltante por volta das 10h desta segunda-feira (16) na Zona Leste de Teresina. O fato aconteceu após uma perseguição. O homem foi identificado como Rafael da Costa Barros, 30 anos, e teria assaltado a mulher no bairro Morada do Sol. A motorista, que dirigia um veículo modelo Sentra, saiu em perseguição ao assaltante até a Vila Uruguai.

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Populares que presenciaram a cena relataram que viram quando o veículo passou em alta velocidade perseguindo o assaltante, que estava em uma moto. O homem chegou a ter parte do corpo esmagada. A mulher não teve a identidade revelada e foi levada por um familiar.
“A vítima do assalto estava chegando a um salão de beleza quando foi abordada. Ela resolveu sair em perseguição ao assaltante e durante o caminho foi fazendo contato com os seus familiares. Quando chegou no ponto em que o fato aconteceu, ela jogou o carro em cima do assaltante, que foi arrastado por cerca de 30 metros até o matagal. Não sabemos a identidade dela, mas acreditamos que ela deverá se apresentar com um advogado”, disse o tenente coronel Márcio Oliveira.
Antes de assaltar a vítima que o perseguiu, o suspeito teria cometido um outro crime. A vendedora autônoma Ronivalda Gomes, foi até o local onde aconteceu o atropelamento e reconheceu o criminoso como sendo o assaltante que levou a sua bolsa por volta das 8h30 na Avenida Nossa Senhora de Fátima, próximo da Universidade Federal do Piauí.
“Eu estava chegando a uma empresa de segurança quando ele veio pela contramão e me abordou anunciando o assalto e levou a minha bolsa. Fui à polícia e depois me disseram que uma pessoa com as caracteristicas do assaltante havia sido morta”, disse a vendedora.

De acordo com o comandante de policiamento da capital, coronel Alberto Meneses, o caso será investigado pela Delegacia de Homicídios.

Construção do novo terminal rodoviário de Pesqueira em pauta

RODOVIÁRIATécnicos do EPTI – Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal que é a gestora do transporte público intermunicipal no Estado de Pernambuco, e também a responsável pelo planejamento, operação e fiscalização das linhas que operam interligando as cidades entre si e à capital, estiveram hoje em Pesqueria a pedido do Governador Eduardo Campos.
O Prefeito de Pesqueira Evandro Chacon havia conversado e solicitado junto ao governador, a respeito da não reforma da antiga Rodoviária e sim, a construção de um novo espaço para melhor atender as necessidades dos que por lá trafegam, “este pedido que fizemos é porque a cidade precisa crescer mais para outas localidades, e a Rodoviária não comporta mais tanto fluxo de pessoas, carros e ônibus que por passam por lá.
Para o Diretor de Planejamento da EPTI, Reinaldo Moreira de Melo, o prefeito esta correto em querer construir o Terminal Rodoviário às margens da BR 232 porque seria mais aconselhável do que no centro do município. Segundo o diretor, a área mostrada a princípio, comportaria a construção do Terminal Rodoviário por ser maior e mais bem localizada, “neste momento vamos analisar junto com a Direção da EPTI e com o DER que tem a expertise de construção de Terminais Rodoviários para depois fazermos os encaminhamentos necessários e, sendo aprovado, a construção,” disse Reinaldo Moreira de Melo.
Segundo Major Maurício Marques, Assessor de Engenharia e Planejamento do município, o objetivo também e desafogar o transito no centro na cidade e acomodar os ônibus que circulam pelas margens da BR 232 beneficiando vários passageiros.

DA REDAÇAO COM O SITE DA PREFEITURA MUNICIPAL  DE PESQUEIRA