Informação, de acontecimentos, em nossa Região sobre socialismo, Educação, Religião e Politica... confira nossas reportagens ou nos envie a sua com imagens
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
ASA Pernambuco participa de mesa de debate na Conferência Estadual de Convivência com o Semiárido
Por Daniel Ferreira - Assessoria de Comunicação da Diocese de Pesqueira
No segundo dia da Conferência Estadual de Convivência com o Semiárido, a secretária executiva da Cáritas Diocesana de Pesqueira e coordenadora executiva da ASA pelo Estado de Pernambuco, Neilda Pereira, participou da mesa temática “Análise das Conferências Regionais: processo e propostas” na manhã dessa terça-feira (10) no auditório da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire). Para um público de mais de 300 pessoas, Neilda apresentou as principais contribuições e demandas para a agricultura familiar agroecológica na perspectiva da convivência com o Semiárido e ainda resgatou a participação da sociedade civil nos debates. Além dela, estiveram na mesa o secretário estadual de Agricultura e Reforma Agrária, Aldo Santos, secretário executivo da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado, Maurício Cruz, e o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), César de Oliveira.
Antes da conferência estadual, foram realizadas cinco conferências regionais no Estado (Sertão Central, do São Francisco, Araripe, Itaparica, Moxotó, Pajeú e Agreste Meridional Central e Setentrional), reunindo mais de mil pessoas. Nesses encontros os participantes formularam propostas de ações que contribuirão para o primeiro Plano Estadual de Convivência com o Semiárido em Pernambuco. Em sua fala, o secretário Aldo Santos ressaltou a importância do Plano Estadual de Convivência com o Semiárido. “A ideia é que nas próximas secas a população atravesse a estiagem com menos dificuldades. Quem sabe se no futuro não tenhamos um fundo específico para as ações de convivência. Não estamos querendo fazer ações de governo, mas sim ações de Estado - uma política de convivência com ações estruturantes”, reforçou.
“Antes as políticas eram pensadas dentro dos gabinetes, sem a participação da população. Esse plano estadual teve o envolvimento e a mobilização de diversos atores, principalmente a contribuição da sociedade civil. Precisamos investir no controle social, para que de fato as ações aconteçam e contribua para que as pessoas vivam com dignidade no semiárido pernambucano.”, destacou Neilda Pereira.
Segundo Neilda, apenas 14 municípios (de 122 cidades do Semiárido) elaboraram seus planos municipais de convivência. “É muito importante que cada município tenha seu plano, pois é dentro do município que tudo acontece. É necessário que as pessoas se vejam e se sintam parte desse processo”, enfatizou. Após a explanação da mesa, abriu para o debate e intervenções do público. Esse momento serviu para os delegados intervirem na discussão com perguntas e proposições.
O secretário municipal de agricultura do município de Ouricuri, Paulo Pedro, chamou à atenção que o debate da convivência não é novo, mas ressaltou o pioneirismo do Estado em construir o plano estadual. “Pela primeira vez Pernambuco realiza uma conferência de convivência com o Semiárido, é um momento histórico não só para o Estado, mas também para o Brasil”, disse.
Ainda dentro da pauta, os delegados debateram as estratégias para implementação, sistematização e finalização do plano estadual e a sistematização e finalização do plano. A programação da conferência foi encerrada ainda no final da manhã.
Natal que si aproxima
domingo, 22 de dezembro de 2013
ASA/PE e UNIVERSIDADES DISCUTEM PARCERIAS
Texto e Fotos Daniel Ferreira
“Essa relação do saber popular e saber acadêmico firma como uma proposta de sociedade”
Saber popular e academia podem andar lado a lado ou até mesmo estarem juntos. É nessa perspectiva que aconteceu uma reunião com a secretária executiva da Cáritas Diocesana de Pesqueira e Coordenadora Executiva da Articulação no Seminário Brasileiro (ASA) pelo Estado de Pernambuco, Neilda Pereira, e representantes das universidades públicas do Estado. Na ocasião, os participantes debateram sobre oportunidades de parcerias com pesquisas e estudos voltados para a convivência com o Semiárido. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (18) em Recife.
Estiveram presentes na reunião os professores Édila Soares (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação - Undime/Pernambuco), Gilvânia Oliveira (Universidade Federal Rural de Pernambuco-UFRPE), Juliana Couto (Universidade Federal de Pernambuco-UFPE) e Audísio Costa (Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco – Adufepe). A Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e Universidade de Pernambuco (UPE) estão também fazendo parte desse grupo de debate.
Para Édila Soares, a intenção é aproximar a academia e com o saber popular e as práticas pelas famílias agricultoras acompanhadas pela ASA Pernambuco. “Assim como água e educação são direitos universais, queremos também que a convivência com o Semiárido seja também. A partir da educação possamos construir diretrizes e políticas integradas, com diversas secretarias e entes do executivo (município, Estado e União) pensando a partir da Lei Estadual de Convivência com o Semiárido”, explicou a educadora.
“A aproximação com a academia vai contribuir em pesquisas e estudos para fortalecer nossas ações enquanto ASA e junto às famílias agricultoras do Semiárido pernambucano. Essa relação do saber popular e saber acadêmico aponta como uma proposta de sociedade alcançável, mostrando que não há saber superior ou inferior, mas saberes que se somam”, enfatizou Neilda Pereira.
A ideia que esse grupo de professores das universidades possa contribuir no planejamento dos planos municipais de convivência com o Semiárido e na formação de gestores e docentes com a ampliação do Programa Cisternas nas Escolas. O próximo passo é firmar formalmente essa parceria com todos os reitores das universidades do Estado e criar um calendário para 2014.
Celebrar e olhar para frente
| |||||
A agricultora Claudia Lima, do sítio Carrapato, de Santa Cruz da Baixa Verde (PE), representou as dez mil famílias que já conquistaram as implementações, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2/ASA). Ela falou sobre a importância de conquistar, recentemente, uma cisterna-enxurrada, para garantir o direito à água. “Eu andava três quilômetros e meio para buscar água para beber e para cozinhar. Ganhei a primeira cisterna [16 mil litros] que aliviou muito a minha vida. Hoje a situação melhorou ainda mais com a cisterna-enxurrada. Agora tenho plantação perto de casa. Mudou muito a minha vida e da minha comunidade”, relatou Claudia. Além de cisternas-enxurrada, o patrocínio prevê a construção de tecnologias como a cisterna-calçadão, o barreiro trincheira e a barragem subterrânea, nos próximos meses. Ao todo, está prevista a construção de 20 mil tecnologias, 340 intercâmbios, produção de 260 boletins e 195 banners de experiências, apoio na construção de 130 casas de sementes, implantação de 65 viveiros de mudas e capacitações com agricultores e agricultoras sobre Gestão de Água para Produção de Alimentos (GAPA) e Sistema Simplificado de Manejo da Água (SISMA).
“No início do ano [de 2013], a Petrobras verificou os programas para captação e armazenamento de água no Semiárido e percebeu a grande oportunidade de aprender e se associar a quem sabe fazer. Ainda bem que nós nos aproximamos da ASA”, declarou o engenheiro Mauro Mendes, da Petrobras. O evento contou com uma mesa formada por Claudia Lima e Mauro Mendes, além do coordenador do P1+2, Antonio Barbosa, e o coordenador executivo da ASA, Naidison Baptista. A solenidade contou ainda com apresentação de vídeo sobre as atividades realizadas e homenagem aos representantes da Petrobras. As atividades fizeram parte da reunião mensal da coordenação executiva da ASA. Os relatos abordaram um clima de contentamento entre ASA e Petrobras. Os discursos sobre a importância da união entre as instituições, comprometimento e aprendizagens mútuas foram unânimes entre os expositores. “A ASA, a Petrobras e o Governo Federal não fariam isso sozinhos. Só a união desses entes diferentes, mas que se respeitam e que se reforçam, é que tem conseguido realizar esta ação", definiu Naidison Baptista. |
Assinar:
Comentários (Atom)


