| Estratégia de convivência com o Semiárido garante safra mesmo em ano de chuva irregular | |||
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O melhoramento foi feito com baixo custo de investimento e descentralização das ações através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), idealizado e conduzido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Essa iniciativa acredita que é possível preparar as famílias que vivem no Semiárido para a convivência com as condições climáticas da região. O que deve ser feito é substituir iniciativas emergenciais paliativas por medidas permanentes e resolutivas. A concepção é que as tecnologias sociais aliadas às capacitações das famílias rurais nas temáticas de gestão de água e das produções podem reforçar os conhecimentos das famílias para atravessarem as secas sem transtornos. A primeira etapa desta estratégia começou com as construções das cisternas de 16 mil litros para garantia da água para o consumo humano. O novo passo é este da construção de tecnologias que possibilitem água para as produções serem realizadas mesmo nos anos de poucas chuvas. O Núcleo Sertão Verde é uma das entidades executoras do P1+2 de convivência com o Semiárido, no Médio Oeste Potiguar. Em 2012 a entidade implantou 179 tecnologias sociais nos municípios de Assu, Campo Grande, Patu e Caraúbas. Neste ano a nova meta é 644 tecnologias sociais distribuídas nos municípios de Serrinha dos Pintos, Portalegre, Caraúbas, Carnaubais, Upanema, Tibau, Paraú e Campo Grande. |
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sábado, 22 de junho de 2013
Um Poema
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
Luís de Camões
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?
sexta-feira, 21 de junho de 2013
O BRASIL CONTRA AS CISTERNAS DE PLÁSTICO
Arimateia Dantas Lacerda
A FORÇA-TAREFA POPULAR denunciará na manifestação do dia 24/06 o VANDALISMO CONTRA O DINHEIRO PÚBLICO protagonizado pelas CISTERNAS DE PLÁSTICO. Foram liberados 210,6 milhões de reais para compra de 60 mil cisternas de plástico. O vandalismo, depredação, baderna dos nossos impostos é nítido e ofende a inteligência do povo brasileiro, em especial dos sertanejos.
Basta uma simples comparação para que se possa perceber o tamanho do vandalismo com o recurso público. A cisterna de plástico tem custo unitário de R$ 3.500 e a de cimento apenas R$ 1.800,00. Outro fato agravante da situação é que as cisternas de cimento envolve na construção a mão de obra local fazendo com que parte dos recursos fiquem na economia local. As cisternas de plástico são feitas pela multinacional Dalka do Brasil Ltda e não deixa nada na economia local. Ademais, as cisternas de plástico se derretem com facilidade no calor do sertão. Derrete, também, o dinheiro público (210,6 milhões). Isto é vandalismo com o dinheiro público. As cisternas de cimento duram pra simples.
O Ministério da Integração Nacional e a CODEVASF são os responsáveis pela política das cisternas de plástico. Este é o endereço da nossa manifestação. Pelo fim da politica das cisternas de plásticos.
Agora, o BRASIL CONTRA AS CISTERNAS DE PLÁSTICO!
Força-tarefa Popular
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Famílias do Semiárido reforçam comercialização com PAA
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Com o programa, prefeituras e governos estaduais podem adquirir alimentos diretamente dos agricultores, individualmente. Outra possibilidade é a aquisição por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), através da qual os agricultores podem fazer a comercialização via associações e cooperativas, com dispensa de licitação. Essa última alternativa fortalece as organizações da sociedade civil e estimula o associativismo das famílias rurais. Assim, hortaliças, leguminosas, frutas da época, produtos tipicamente regionais e beneficiados como sucos, bolos, doces e geleias chegam à mesa de escolas e creches locais e, ainda, podem ser destinados a estoque governamental “A proposta é boa como um todo porque o agricultor participa do processo, além de valorizar os produtos da agricultura familiar”, afirma Fabiana. Nessa perspectiva, as práticas agroecológicas também ganham destaque, proporcionando a diversidade na produção e a qualidade da mesma, a partir do não-uso de agrotóxicos. Os agricultores e agricultoras que produzem no modelo agroecológico ou orgânico recebem um incentivo de 30% a mais nos seus produtos através do PAA. Essa produção também é incrementada pelo desenvolvimento de tecnologias sociais, como as cisternas de produção, que possibilitam a produção de alimentos mesmo nos períodos de estiagem prolongada. Acesso ao PAA – De acordo com dados divulgados pela Conab, hoje, 80% do que é consumido pelos brasileiros provém da agricultura familiar. Para julho deste ano, quando o PAA completa 10 anos, o governo federal anunciou um recurso de R$ 1,2 bilhão do Plano Safra 2013/2014 para o programa. De acordo com Sílvio Porto, diretor de política agrária e informações da Conab, nos últimos anos, o investimento para a agricultura familiar vem aumentando. “Historicamente, o Nordeste tem sido a região que mais participa do programa desde o início, tanto em volume de recursos, quanto em número de famílias. Mas quando fazemos o recorte para o Semiárido, vemos que o acesso ainda se constitui um desafio, apesar de todo o diálogo. Ano passado, foram investidos R$ 100 milhões para a região, muito em função da estiagem”, informou. Apesar das conquistas, ainda são muitos os desafios enfrentados pelos agricultores e agricultoras familiares que integram o programa. Uma questão, segundo relato de participantes, é o atraso na renovação das propostas, o que acarreta, muitas vezes, em desperdício de alimentos: os produtos beneficiados ficam prontos e precisam aguardar liberação, sendo pouco aproveitados pelos consumidores finais. Em entrevista à ASACom no último dia 12, o coordenador executivo da ASA pelo estado da Bahia, Naidison Baptista, destacou que alguns dos principais desafios para a execução do programa são o acesso à terra para a agricultura familiar e o acesso ao crédito, que precisaria contar com uma linha de assistência técnica agroecológica e de convivência com o Semiárido, além de assessoria técnica permanente.
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São João do Recife tem oito polos com quadrilhas, shows e poesia
Comente agor

A capital pernambucana tem atrações variadas para celebar o São João 2013. Apresentações de quadrilhas juninas, shows de artistas e recital de poesia nordestina são os destaques da programação do Recife até a próxima segunda-feira (24), com polos espalhados pelo Centro e zonas Norte, Sul e Oeste da cidade.
Já a partir desta quarta-feira (19), o jogo do Brasil contra o México pela Copa das Confederações será o mote para a animação nos arraiais montados na cidade. A partida será exibida em oito telões, no Sítio Trindade (Zona Norte), Praça do Arsenal e Pátio de São Pedro (Centro), Parque Dona Lindu e bairro do Ibura (Zona Sul), Peixinhos (Zona Norte), além de Várzea e San Martin (Zona Oeste).
Após a partida haverá apresentações musicais nos polos. O forrozeiro Santanna se apresenta a partir das 21h, no Parque Dona Lindu; e o músico Nando Cordel às 23h30, no Sítio Trindade.
No sábado (22), data do jogo entre Brasil e Itália, os telões dos arraiais também vão transmitir a partida, às 16h. Um dia antes, na sexta (21), haverá desfile das bandeiras dos santos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro). A tradição religiosa irá unir quadrilhas juninas e trios de forró com concentração às 18h, na Rua Imperatriz. A caminhada segue em direção ao Pátio de São Pedro, no Centro da capital.
Ainda na sexta (21) o Parque Dona Lindu terá apresentação do Mestre Camarão, um dos maiores sanfoneiros do País, às 18h30. O cantor Silvério Pessoa encerra a noite com show às 20h30. Também na Zona Sul, apresentações de grupos de cultura popular, como coco e ciranda, acontecerão na Praça de Boa Viagem no sábado (22) e no domingo (23), às 19h, e na segunda às 17h30.
Na Rua da Moeda, Bairro do Recife, haverá arraial na sexta (21), com apresentações de Adiel Luna, Marco Polo e os DJs Nuno, Mash e Xupeta. No sábado (22), é a vez da poesia popular ganhar voz, com o Recital Poético Musical nos Mercados. O poeta Chico Pedrosa vai recitar seus versos a partir das 13h no Mercado da Madalena, Zona Oeste. A Praça do Arsenal receberá no mesmo dia o maestro Spok, com projeto Forró Bodó, às 22h. O sanfoneiro Cezzinha, sobe ao palco para encerrar a noite do sábado, às 23h30.
No domingo (23), véspera de São João, o espetáculo "Bandeira de Todos os Santos" do coreógrafo Mika Silva, um dos homenageados do São João do Recife 2013, será apresentado na Praça do Arsenal, às 17h. Já o Parque Dona Lindu terá show da Família Salustiano e do Quinteto Violado, que fará uma homenagem a Luiz Gonzaga com clássicos do repertório dele. A cantora Isaar e a banda Bonsucesso Samba Clube vão se apresentar na Rua da Moeda, às 21h e 22h20, respectivamente.
No dia de São João (24), Maciel Melo, também homenageado no São João da cidade, fará um show às 22h30, na Praça do Arsenal. As finais do 15º Festival de Quadrilhas Juninas Infantis acontecerão mais cedo, partir das 15h, no Palhoção do Sítio Trindade. O palco principal do local terá apresentações de Terezinha do Acordeom e Petrúcio Amorim.
Grupo Quinteto Violado faz homenagem ao Rei do Baião (Foto: Luna Markman/G1)terça-feira, 18 de junho de 2013
PERNAMBUCO: Caruaru, Garanhuns e Belo Jardim definem datas para manifestações
Em Garanhuns, Caruaru, e Belo Jardim, os protestos estão marcados para acontecer nos dias 20, 22 e 23 de junho, respectivamente
Igor da Nóbrega – Mais Agreste
As manifestações contra o aumento das passagens de ônibus de todo o país estão aderindo um número cada vez maior de adeptos. No interior de Pernambuco, por exemplo, alguns dos principais municípios do Agreste do Estado, a exemplo de Garanhuns, Caruaru, e Belo Jardim, já tem data confirmada para a realização dos protestos, que acontecerão nos dias 20, 22 e 23 de junho, respectivamente.
Em Garanhuns, a concentração acontecerá em frente ao Parque Euclides Dourado (Parque dos Eucaliptos), a partir das 16h. Os manifestantes, que reivindicam ainda pela melhoria nos serviços de saúde, educação, liberdade de expressão e segurança pública, pedem que os participantes levem apitos, tintas guaches, narizes de palhaço, cartazes e bandeiras do Brasil.
Em Caruaru, por sua vez, além do protesto contra a baixa qualidade do transporte público e do aumento no valor das passagens de ônibus, os adeptos ao movimento exigirão uma maior transparência nos projetos que são aprovados pela Câmara de Vereadores do município. Os manifestantes discutirão também a questão salarial dos professores da rede municipal de ensino. O local da manifestação na cidade ainda não foi definido.
Já em Belo Jardim, os protestos acontecerão no conhecido “Calçadão” da cidade.
Universidades disputam número de patentes e sucesso de incubadas
Universidades disputam número de patentes e sucesso de incubadas
17/06/2013 - Valor Econômico - SP
Em
busca de notoriedade acadêmica e de repasses maiores de recursos dos
governos federal e estaduais, universidades públicas e privadas disputam
o status de maior parceria da inovação no país. A medida que usam para
se destacar é o número de patentes registradas e o índice de sucesso das
empresas incubadas.
Em meio a toda essa disputa, micro e pequenos empresários precisam saber separar o joio do trigo. Ou como escolher, entre as 154 incubadoras de inovação tecnológica que existem no país, quais as que são realmente confiáveis e que podem ajudar sem colocá-los em situação de risco.
O conceito de inovação aberta traz muitos elementos para essa discussão. Não há dúvidas entre especialistas e investidores que há inúmeras vantagens em se investir em um modelo como esse: redução de custos no desenvolvimento de inovação tecnológica, alavancagem de recurso barato, contato direto com investidores, mobilização de diferentes agentes e instrumentos de mercado, expansão da rede de relacionamento, entrar na cadeia de grandes empresas, conhecer outras tecnologias, troca e aprofundamento de conhecimento, além do aparato acadêmico de pesquisa e desenvolvimento.
Os responsáveis pela inovação nas universidades defendem que oferecem ambiente único e privilegiado a detentores de ideias inovadoras. "Há 15 dias, a Bosch bateu na minha porta atrás de um projeto inovador. Mostrei os 119 que mantemos aqui incubados. Eles gostaram de um. Criamos o ambiente aberto de discussão entre os agentes interessados, que perceberam que precisavam de um banco para rodar um aplicativo para pequenos pagamentos. Já temos um possível banco investidor que é um dos cinco maiores do país", exemplifica Sérgio Risola, diretor-executivo do Cietec, instalado há 7 anos da Cidade Universitária de São Paulo. Nesse período foram geradas 146 patentes. Por ano, são 14 novos projetos aprovados para serem monitorados, por cerca de três anos (podendo chegar a cinco), dentro de um dos maiores celeiros de inovação do país. "O índice de sucesso de nossa incubada é superior a 90%", afirma.
A Unicamp e a FGV também despontam na lista de alta referência no apoio a pesquisa e desenvolvimento, patentes e ambiente de inovação aberta. Nessa corrida, além dos centros de tecnologia e das incubadoras que mantêm, realizam campeonatos de inovação com premiações que vão muito além dos recursos financeiros. O grupo vencedor (ou os grupos) receberá todo apoio para viabilizar o seu negócio, por meio de parceiros, investidores e pesquisadores, criando, para tanto, comunidades abertas.
"Em 2012, 50 equipes englobando 194 pessoas, se inscreveram no Desafio Unicamp. Uma equipe com quatro integrantes foi premiada. Cada um recebeu R$ 3 mil em dinheiro, uma bolsa de estudos para o programa "RedEmprendia" e três anos incumbado para viabilizar seus projeto", diz Beatriz Florence Martelli, responsável pela coordenação da competição. Desde 2003, a Inova Unicamp foi responsável por 94 patentes licenciadas. Já passaram pela In Camp (incubadora da Unicamp), 35 empresas. Hoje, são 10. "Nosso índice de sucesso está em 90%".
Na GVCepe, a novidade deste ano está no Desafio Brasil 2013, que tem parceria com a Universidade de Berkeley, dos EUA. "Ele será o primeiro a ser desenvolvido no país dentro dos princípios de inovação aberta. Em um ambiente de co-criação, os competidores discutirão conceitos e poderão adaptá-los às suas propostas iniciais até o fim da premiação. Não vamos filtrar empreendedores, mas sim ideias, que serão julgadas pelos membros das comunidades abertas", diz Bruno Rondani, que além de sócio-fundador da Allagi é coordenador do Desafio Brasil da FGV. No ano passado foram mais de 1,5 mil inscrições. Para 2013, mais de 160 grandes empresas já se cadastraram para oferecer premiações paralelas aos projetos.
Apesar dos muitos pontos favoráveis, as micro e pequenas empresas devem tomar alguns cuidados e saber dos riscos em participar das comunidades abertas em inovação. O pior deles é estar em um processo com regras não muito claras. Nesses casos, é natural que a empresa queira proteger a sua propriedade intelectual, pois, se abri-la totalmente dificilmente manterá um diferencial de mercado. "Não se deve abrir o código do registro da patente, sob o risco de entregar algo importante a um concorrente. Ter confiança no ambiente das comunidades e em quem está promovendo é fundamental", diz César Mufarej, co-fundador da Tree Labs, aceleradora de startups. "Nosso trabalho é identificar possíveis falhas e corrigi-las para acelerar o ritmo de crescimento das empresas´, afirma. (RL)
Em meio a toda essa disputa, micro e pequenos empresários precisam saber separar o joio do trigo. Ou como escolher, entre as 154 incubadoras de inovação tecnológica que existem no país, quais as que são realmente confiáveis e que podem ajudar sem colocá-los em situação de risco.
O conceito de inovação aberta traz muitos elementos para essa discussão. Não há dúvidas entre especialistas e investidores que há inúmeras vantagens em se investir em um modelo como esse: redução de custos no desenvolvimento de inovação tecnológica, alavancagem de recurso barato, contato direto com investidores, mobilização de diferentes agentes e instrumentos de mercado, expansão da rede de relacionamento, entrar na cadeia de grandes empresas, conhecer outras tecnologias, troca e aprofundamento de conhecimento, além do aparato acadêmico de pesquisa e desenvolvimento.
Os responsáveis pela inovação nas universidades defendem que oferecem ambiente único e privilegiado a detentores de ideias inovadoras. "Há 15 dias, a Bosch bateu na minha porta atrás de um projeto inovador. Mostrei os 119 que mantemos aqui incubados. Eles gostaram de um. Criamos o ambiente aberto de discussão entre os agentes interessados, que perceberam que precisavam de um banco para rodar um aplicativo para pequenos pagamentos. Já temos um possível banco investidor que é um dos cinco maiores do país", exemplifica Sérgio Risola, diretor-executivo do Cietec, instalado há 7 anos da Cidade Universitária de São Paulo. Nesse período foram geradas 146 patentes. Por ano, são 14 novos projetos aprovados para serem monitorados, por cerca de três anos (podendo chegar a cinco), dentro de um dos maiores celeiros de inovação do país. "O índice de sucesso de nossa incubada é superior a 90%", afirma.
A Unicamp e a FGV também despontam na lista de alta referência no apoio a pesquisa e desenvolvimento, patentes e ambiente de inovação aberta. Nessa corrida, além dos centros de tecnologia e das incubadoras que mantêm, realizam campeonatos de inovação com premiações que vão muito além dos recursos financeiros. O grupo vencedor (ou os grupos) receberá todo apoio para viabilizar o seu negócio, por meio de parceiros, investidores e pesquisadores, criando, para tanto, comunidades abertas.
"Em 2012, 50 equipes englobando 194 pessoas, se inscreveram no Desafio Unicamp. Uma equipe com quatro integrantes foi premiada. Cada um recebeu R$ 3 mil em dinheiro, uma bolsa de estudos para o programa "RedEmprendia" e três anos incumbado para viabilizar seus projeto", diz Beatriz Florence Martelli, responsável pela coordenação da competição. Desde 2003, a Inova Unicamp foi responsável por 94 patentes licenciadas. Já passaram pela In Camp (incubadora da Unicamp), 35 empresas. Hoje, são 10. "Nosso índice de sucesso está em 90%".
Na GVCepe, a novidade deste ano está no Desafio Brasil 2013, que tem parceria com a Universidade de Berkeley, dos EUA. "Ele será o primeiro a ser desenvolvido no país dentro dos princípios de inovação aberta. Em um ambiente de co-criação, os competidores discutirão conceitos e poderão adaptá-los às suas propostas iniciais até o fim da premiação. Não vamos filtrar empreendedores, mas sim ideias, que serão julgadas pelos membros das comunidades abertas", diz Bruno Rondani, que além de sócio-fundador da Allagi é coordenador do Desafio Brasil da FGV. No ano passado foram mais de 1,5 mil inscrições. Para 2013, mais de 160 grandes empresas já se cadastraram para oferecer premiações paralelas aos projetos.
Apesar dos muitos pontos favoráveis, as micro e pequenas empresas devem tomar alguns cuidados e saber dos riscos em participar das comunidades abertas em inovação. O pior deles é estar em um processo com regras não muito claras. Nesses casos, é natural que a empresa queira proteger a sua propriedade intelectual, pois, se abri-la totalmente dificilmente manterá um diferencial de mercado. "Não se deve abrir o código do registro da patente, sob o risco de entregar algo importante a um concorrente. Ter confiança no ambiente das comunidades e em quem está promovendo é fundamental", diz César Mufarej, co-fundador da Tree Labs, aceleradora de startups. "Nosso trabalho é identificar possíveis falhas e corrigi-las para acelerar o ritmo de crescimento das empresas´, afirma. (RL)
segunda-feira, 17 de junho de 2013
AS-PTA promove curso de GAPA para famílias do Polo da Borborema
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Ao todo, 29 famílias de agricultores e agricultoras da região do Polo da Borborema, que conquistarão este ano as cisternas-calçadão e cisternas-enxurrada foram selecionadas para participar do curso. Durante os dois dias de atividades, os agricultores e agricultoras debateram, trocaram experiências e viram como é possível fortalecer o arredor de casa, buscando alternativas como, por exemplo, o aproveitamento das águas servidas (água da chuva que cai no telhado da casa ou a água utilizada para lavar a louça), os cuidados com a horta e as plantas medicinais, a importância do uso dos defensivos naturais, a fertilização do solo e o acesso aos fundos Rotativo Solidário e de Tela. Para conhecer de perto como funciona e quais são os cuidados necessários para manutenção dos reservatórios de água, as famílias fizeram uma visita à propriedade de seis hectares da agricultora Maria Lucia dos Santos Silva, dona Maú, como é conhecida. Ela mora no sítio Lagoa do Giral, acompanhado de um filho. Aos 60 anos, se orgulha do trabalho que desenvolve há cinco anos na propriedade. Com a conquista da cisterna-calçadão no ano passado, passou a plantar milho, feijão, laranja, limão, abacate, goiaba e outras plantas no arredor de casa.
Após a visita, o coordenador do Programa Uma Terra e Duas Águas pela AS-PTA, José Camelo, trouxe para o debate a valorização do conhecimento popular, mostrando o quanto os agricultores tem a ensinar. Destacou ainda o quanto é importante esses momentos de formação. “Nós todos temos o que aprender um com o outro. Precisamos aprender a observar mais o que o outro está fazendo. E vocês são detentores do conhecimento. Se a gente visitar a propriedade de cada um de vocês, vamos ter muitos detalhes”, disse Camelo. Camelo também aproveitou a ocasião para apresentar a ASA, o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e o P1+2. Representantes da AS-PTA que facilitaram o processo de formação fizeram uso de maquetes, painéis e desenhos para recriar o ambiente do arredor de casa. Juntos com as famílias fizeram um exercício para identificar desafios, formas de superação e de subsistência. Entre os desafios, eles apontaram a falta de água e as pragas na lavoura. Como superação, mostraram ser os produtos naturais os grandes aliados para garantir o alimento da família.
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Capacitação de pedreiros: espalhando conhecimento no Semiárido
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A capacitação foi realizada para 10 pedreiros, sendo em sua maioria, profissionais já experientes na prática da construção de cisternas de consumo. As atividades estão sendo executadas pelo Projeto Mais Água, através do convênio celebrado entre o CASA (Centro de Agroecologia no Semiárido), Sedes e MDS. Serão implantadas 751 tecnologias para armazenamento de água de chuva nos municípios de Matina, Riacho de Santana, Bom Jesus da Lapa, Sítio do Mato, Paratinga e Oliveira dos Brejinhos, municípios estes que fazem parte do território do Velho Chico. O curso para a construção de cisternas-enxurrada foi ministrado pelo pedreiro Jesus Brito Guimarães, que há onze anos trabalha com a construção de cisternas de consumo e de produção. Jesus comenta que as boas experiências sempre superam as dificuldades que são encontradas durante as construções. “Nosso trabalho faz muita diferença. Além de ter água boa para beber, que é a de consumo, tem a água pra fazer horta. Depois que eu construí, já voltei em algumas casas, cada canteiro bonito. Tem gente que fica muito alegre, eu gosto muito”, completa. Celimaura de Jesus Chagas Santana, 31 anos, e sua família, acolheram os pedreiros participantes da capacitação e a equipe do CASA, que estava acompanhando o curso. Além de cuidar da casa, Mara é agente de saúde e sabe da necessidade das famílias em obter água de qualidade para consumir, e água em quantidade suficiente para plantar e garantir a segurança e soberania alimentar das famílias. “Eu já estou sonhando com minha horta. Se a gente tiver essa verdura de nossa própria lavoura vai favorecer muito, tanto na questão financeira como na qualidade do consumo. É um produto que você sabe a procedência, que você tem segurança no que está comendo porque sabe como aquilo foi plantado, de onde veio e como foi tratado”, afirma. Cisternas de consumo e de produção: a mudança necessária para um Semiárido viável Antes da construção das cisternas de produção, a comunidade de Baraúna recebeu, em 2009, através do P1MC (Programa Um Milhão de Cisternas) cisternas próprias para o consumo humano com capacidade para 16 mil litros de água. Os moradores da comunidade sempre se recordam da vinda dessas cisternas, que para eles configurou uma grande mudança. Seu Adeli Rodrigues Chagas, 60 anos, conta que primeiro vieram as caixas para proporcionar água para o consumo familiar, e depois, a comunidade se uniu para que conseguissem perfurar um poço para trazer água para os animais e para as tarefas domésticas. “Aqui tava esquecido, se não fosse essa caixa que saiu para nós beber, tava feroz. Agora Deus ajudou, juntamos e instalamos um poço e já melhorou. É esse poço que tá ajudando a gente a ter água pra construir essa caixa nova aí”, complementa. Mara, que também conquistou sua cisterna de consumo em 2009, conta que os casos de diarréia e desidratação eram muito comuns naquela região, e que depois da vinda das cisternas de consumo, houve uma grande mudança, principalmente para as crianças. “Hoje é difícil você ouvir falar de alguma criança internada por causa de desidratação. Quando essas caixas de 16 mil litros vieram pra cá, foi um avanço, uma festa pra esse povo. Essa era uma região sofrida, abastecida com carro pipa, mais de mês pra chegar um pingo d’água, e não era água de qualidade”. Sobre a chegada da segunda água para a comunidade de Baraúna, a agente de saúde acredita que muitos benefícios virão, e que essas novas tecnologias serão capazes de trazer mudanças e fazer muita diferença na vida das famílias. “Tudo o que a gente consegue com garra, toda vez que você olha vê e pensa: eu sofri pra ter. Isso te determina mais”, conclui Mara. |
domingo, 16 de junho de 2013
Jovens participam de oficina para elaboração de gibi
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Uma parceria entre a ASA e as organizações Centro Sabiá e Cetra resultou na realização de duas oficinas para iniciar a elaboração do Gibi sobre Práticas de Convivência com o Semiárido. O material faz parte das atividades do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) e deve ser concluído e distribuído ainda este ano. As oficinas aconteceram nos dias 24 e 25 de maio, em Trairi (CE), e nos dias 27 e 28 de maio, em Caruaru (PE). Ao todo, 30 jovens puderam apresentar suas práticas e saberes sobre a convivência com o Semiárido, desenvolver atividades artísticas e discutir sobre os padrões mais adequados para a publicação do gibi. “A metodologia utilizada vai oferecer subsídios para a realização deste gibi. Assim se tornou necessário que os participantes contassem suas experiências. Houve também uma preocupação da oficina ser participativa, onde todos pudessem propor e dinamizar a forma como eles gostariam de ver este material concluído”, explicou a comunicadora do Cetra, Flavia Cavalcante. Os processos criativos foram divididos em duas partes. Na primeira, os jovens ficaram livres para escolher uma linguagem para expressar a convivência com o Semiárido. Foram criados cordéis, encenações, vídeos e teatros de bonecos para representar diversas possibilidades de enredo para o gibi. Em outro momento criativo, os participantes elaboraram elementos para roteirização de histórias. Os temas envolveram a agroecologia, utilização de tecnologias sociais, armazenamento de água, alimentos e sementes, mobilização social e educação contextualizada.
“Foi visível a empolgação e alegria dos jovens que participaram, sobretudo, pelo fato de saberem que foram protagonistas de um produto deste nível, que sem dúvida circulará mostrando experiências exitosas de convivência com o Semiárido que todos e todas conhecem muito bem no cotidiano”, destacou Janaína Ferraz, coordenadora de juventude do Centro Sabiá. Os participantes refletiram também sobre a utilização do material nas comunidades, a importância didática da proposta e o processo de construção coletiva. “Sempre li gibi, mas participar da construção de um foi muito satisfatório”, revelou a jovem agricultora Cícera de Jesus, que mora na área rural do município de Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco. Além dos 30 jovens, a oficina contou com a participação do assessor de comunicação da ASA, Daniel Lamir, das assessoras técnicas do P1+2, Adelita Maia e Milena Argenta, da comunicadora do Cetra, Flávia Cavalcante, da coordenadora de juventude do Centro Sabiá, Janaína Ferraz, da comunicadora do Centro Sabiá, Nathália D’Emery, e do artista Jonatas de Carvalho. O Gibi sobre convivência com o Semiárido faz parte da parceria do P1+2 com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Definições – nos dois encontros foram apresentados alguns elementos em comum para a conclusão do gibi. Através da análise de outros exemplares de gibi, os grupos decidiram, por exemplo, que o conteúdo deve ser didático, humorístico e realista. Dentre os cuidados, o gibi deve evitar uma visão estereotipada e valorizar a diversidade dos povos do Semiárido. Outras questões dialogadas foram criação de personagens, capa, estrutura física, seções, cores, enredo, tipo de papel, letras, diálogos, traços e tamanho. |
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