sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Padre Reginaldo Manzotti

Padre Reginaldo Manzotti - boletim informativo semanal

Filhos e filhas,

Devemos sempre buscar e exercitar a virtude da esperança, pois como está no Catecismo da Igreja Católica, tal virtude corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo o homem. Ela nos protege contra o desânimo e nos sustenta no abatimento (cf. CIC 1818).
A esperança é um ato de fé e confiança na providência divina. Tanto que a partir do Primeiro Mandamento da Lei de Deus – “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” – existem os pecados contra a esperança que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus a sua salvação pessoal, os socorros para a atingir, ou o perdão dos seus pecados. Opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça (porque o Senhor é fiel às suas promessas) e à sua misericórdia.
Há duas espécies de presunção: o homem ou presume das suas capacidades, esperando poder salvar-se sem a ajuda do Alto. Ou presume da onipotência ou misericórdia divina, esperando obter o perdão sem se converter, e a glória sem a merecer. (CIC 2091).
Se a esperança é o desejo de felicidade que Deus colocou em nosso coração, devemos seguir o conselho do Santo Padre, Papa Francisco: “o cristão deve ter paixão pela esperança” e rezar com ele:
“O Senhor que é a esperança da glória, que é o centro, que é a totalidade, nos ajude nesta direção: dar esperança, ter paixão pela esperança. Não é otimismo, mas foi o que Nossa Senhora teve no momento das trevas: na noite de Sexta-feira até a manhã do domingo. Aquela esperança; e ela a tinha. E aquela esperança refez tudo. Que o Senhor nos dê esta graça, amém”. (Papa Francisco)






Cerimonial de lançamento do selo personalizado dos 10 anos do Experiência de Deus

Nesta quarta feira (17 de setembro), o padre Reginaldo Manzotti foi homenageado pelos Correios em uma cerimônia oficial de lançamento do selo personalizado alusivo aos 10 anos do programa Experiência de Deus. O cerimonial aconteceu na Associação Evangelizar é Preciso com a presença de representantes dos Correios e da Obra.





Santa Missa com a relíquia de São Luiz Orione

O padre Reginaldo Manzotti presidiu a Santa Missa em seu Santuário Nossa Senhora de Guadalupe que recebeu nesta quarta-feira (17 de setembro), a relíquia de São Luiz Orione para veneração. A relíquia está em peregrinação pelo Brasil em comemoração aos 100 anos da presença orionita no país.





Padre Reginaldo Manzotti celebra Missa em Siqueira Campos

Fiéis se reuniram nessa segunda-feira (22 de setembro), na praça do Santuário Bom Jesus da Cana Verde, em Siqueira Campos, para a Santa Missa em Ação de Graças pelos noventa e quatro anos da emancipação política do município, presidida pelo padre Reginaldo Manzotti e concelebrada também pelo padre Kleina, pároco reitor do Santuário Nossa Senhora do Carmo.





Padre Reginaldo Manzotti celebra Santa Missa em intenção aos doadores de órgãos e tecidos em Curitiba (PR)

A tradicional celebração do meio-dia do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe teve um motivo especial nesta terça-feira (23 de setembro), em intenção aos doadores de órgãos e tecidos. O padre Reginaldo Manzotti presidiu a Santa Missa que foi concelebrada pelos padres Antônio Alves, de Maceió e Frei Moacir, Capuchinho da Paróquia Nossa Senhora das Mercês. O Dia Nacional dos Doadores de Órgãos é comemorado no dia 27 de setembro, mas a Missa foi celebrada na terça-feira por ser tradicionalmente o dia de rezar com os enfermos e pelos enfermos.

INFORME ASA

Caso Ana Alice: dois anos após o crime, família ainda aguarda julgamento dos culpados
Após o crime, foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice.
Nesta sexta-feira, 19 de setembro, dois anos após o crime que vitimou a jovem agricultora de 16 anos, Ana Alice de Macedo Valentin, do município de Queimadas, Agreste Paraibano, sua família e seus amigos ainda aguardam o julgamento do culpado, Leônio Barbosa de Arruda, preso no final de 2012.

Ana Alice era militante do Polo da Borborema e no dia 19 de setembro de 2012, quando voltava da escola, foi sequestrada e barbaramente violentada. Seu corpo foi enterrado na Zona Rural do município de Caturité, só sendo encontrado 50 dias após o crime. Desde o desaparecimento da jovem, foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice, composto por mais de 30 organizações rurais e urbanas. Foi por meio da pressão e da mobilização criada em torno do Comitê, que o caso Ana Alice pode ser investigado e solucionado, com a prisão dos envolvidos. O mentor e mais um adolescente, que teve participação no crime, está respondendo a processo para apuração de ato infracional.

Segundo Claudionor Vital, um dos advogados da família de Ana Alice que acompanha o caso, o processo criminal está aguardando a sentença de pronúncia por parte do juiz Antonio Gonçalves Ribeiro Junior, da 1ª Vara Mista de Queimadas, a quem cabe a condução dos processos para apuração dos crimes de competência do Tribunal do Júri. “Pelas provas existentes, estamos confiantes que o réu seja pronunciado e submetido ao Júri Popular”, afirma o advogado.

Entre os familiares, a expectativa é que o réu receba uma punição exemplar: “Esperamos que ele receba a pena máxima, até porque a gente precisa disso para se sentir segura e também para servir de exemplo para outros marginais. Infelizmente o que aconteceu com Ana Alice já aconteceu, mas a gente pode evitar que aconteça com outras mulheres”, desabafou Angineide Macedo, mãe de Ana Alice.

Em 2013, uma mobilização que reuniu mais de 300 pessoas em Queimadas, lembrou o assassinato da jovem. O objetivo foi o de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de medidas pelo fim da impunidade dos crimes de violência contra a mulher. Foi feita uma caminhada com uma parada em frente ao Fórum da Comarca do Município, onde estava sendo realizada uma das audiências do caso e no final, um ato público, no Centro da cidade. A este movimento se juntaram as famílias de Isabella Pajuçara e Michelle Domingues, as duas mulheres assassinadas em fevereiro de 2012, após o bárbaro estupro coletivo ocorrido também em Queimadas. No dia 25 de setembro, Eduardo dos Santos Pereira, acusado de planejar o crime e último envolvido a ser julgado, vai a Júri Popular na capital do estado, João Pessoa.

Uma mobilização como a de 2013 deve acontecer no dia 7 de novembro, data do sepultamento de Ana Alice e lembrando todas as mulheres vítimas de violência no estado. Neste dia 19 de setembro, às 19h, ocorrerá uma missa em memória de Ana Alice, na Capela da Comunidade Caixa D’água, celebrada pelo Padre Ivanilson, Pároco de Queimadas.

O caso - Ana Alice foi sequestrada quando voltava para casa depois da aula, sendo estuprada e violentamente assassinada pelo vaqueiro Leônio Barbosa de Arruda, à época com 21 anos. Seu corpo foi enterrado próximo a residência do assassino, na fazenda onde ele trabalhava, na zona rural do município de Caturité. A adolescente permaneceu desaparecida até que nas imediações de sua comunidade, uma nova mulher foi raptada e violentada, sendo encontrada apenas no dia seguinte com marcas de esganadura, inúmeras escoriações e amputação parcial da orelha direita. Ainda muito traumatizada, ela foi capaz de reconhecer o criminoso (e vizinho) e o denunciou à polícia com a ajuda do Comitê de Solidariedade Ana Alice. Graças ao empenho do Comitê e à coragem desta vítima, o assassino foi preso e confessou o crime contra sua vizinha e contra Ana Alice. Confessou inclusive que, no crime contra Ana Alice, não agiu sozinho, teve a ajuda de um cúmplice, à época, menor de idade.

Ana Alice e a outra mulher, não foram as únicas vítimas. No início de 2012, ao sair de um baile de carnaval, ele violentou uma jovem de Boqueirão. De posse de uma arma, obrigou que ela entrasse em seu carro e a estuprou. Um mês depois, após prestar depoimento do primeiro caso na delegacia desse município, tentou fazer nova vítima também em Boqueirão, agora uma adolescente de 14 anos que teve sorte diferente, quando um amigo a libertou da tentativa de estupro.

Fuga - O assassino encontra-se preso no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, mais conhecido como PB-1, em João Pessoa. Ele foi transferido para esta unidade prisional este ano depois de ter fugido do Presídio do Serrotão, em Campina Grande, onde aguardava julgamento. 10 dias depois da fuga, e depois de muita pressão por parte do Comitê Ana Alice, o preso conseguiu ser recapturado, no mês de abril de 2014.

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O Simpósio Internacional de Agroecologia para a Segurança Alimentar e Nutricional aconteceu em Roma, na Itália
Marilene Souza, coordenadora executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais
Roma - Itália
19/09/2014
Com representação de diversos países, e 400 participantes, aconteceu em Roma, na Itália, nos dias 18 e 19, o Simpósio Internacional de Agroecologia para a Segurança Alimentar e Nutricional, organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e que contou com a participação de diversas organizações brasileiras como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

O discurso de introdução foi feito pela diretora adjunta geral da FAO, Maria Helena Semedo. A mesa de abertura foi coordenada pelo pesquisador da Universidade da Califórnia Stephen Gliessman, que destacou o papel dos ecossistemas locais e a etnociência no processo de construção da agroecologia. Ele encerrou sua fala afirmando que os sistemas alimentares atuais demonstram que estamos no rumo errado.

Esta mesa contou com diversos pesquisadores que abordam a temática da agroecologia. O Brasil foi representado pela Professora Irene Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais, atual presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e que colabora com o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais (CTZ - Zona da Mata-MG). O debate ficou em torno das definições de abordagem e princípios da agroecologia. É ciência? É prática? E movimento? Ou são as três questões ao mesmo tempo.

O professor Pablo Tittonel da Universidade da Holanda acrescentou que “a prática e o movimento da agroecologia aliado a resistência de muitos é que influenciaram a ciência”. O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica brasileiro (Planapo) foi citado pela Professora Irene e pelo professor Pablo como exemplos de construção participativa de um plano que, apesar da força política do agronegócio, representa um avanço para as políticas públicas e para aqueles que acreditam e fazem a agroecologia.

A experiência da ASA foi apresentada como exemplo de prática agroecológica adotada. ‘É possível praticar agroeocologia em regiões áridas e semiáridas?’ Esta pergunta foi feita durante as palestras de abertura. No primeiro momento da apresentação se apresentou a ASA e o Semiárido brasileiro enfocando a temática da convivência com a região. Também foi apresentado o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e a água para a família, na perspectiva construída no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional brasileiro (Consea), da água como alimento. Algumas tecnologias sociais e práticas agroecológicas ajudam a recuperar as fontes de água, através de manejo de solos, implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Portanto, a ação da ASA investe nos processos de captação de água de chuva, mas também se preocupa com as fontes de água das comunidades.

A ação do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), também da ASA, dialoga com a agroecologia, pois desenvolve processos de mobilização, formação, intercâmbios e tecnologias de captação de chuva para a produção de alimentos e segurança alimentar e para os mercados. Foram citadas e apresentadas todas as tecnologias desenvolvidas pela ASA através do P1+2, além de resultados da ação, como melhoria e ampliação da segurança alimentar das famílias agricultoras, produção excedente para mercados, ampliação de renda e outros.

O evento se encerrou com a apresentação de alguns desafios relacionadas a terra e território, crédito, assessoria técnica e extensão rural, pesquisas, beneficiamento e comercialização da produção.