| ||||||||||
Dos três sistemas de comunicação no Brasil, há uma hipertrofia do setor privado, onde menos de dez famílias detêm cerca de 80 por cento dos meios de comunicação. Esse monopólio diante de concessões públicas alimenta interesses e ambições capitalistas e confirmam a atual fragilidade dos sistemas público e estatal de comunicação. A comunicação democrática é indispensável para a efetivação de direitos humanos. A luta popular pela modificação do marco regulatório das comunicações é um passo para garantir uma sociedade mais justa e igualitária. Ao mesmo tempo, os “donos da mídia” no país utilizam os veículos de comunicação para desinformar sobre este assunto. As leis brasileiras de comunicação completaram mais de meio século de existência, estão ultrapassadas e necessitam de uma modernização e maior gerenciamento popular sobre os assuntos que são veiculados.
“O sistema privado de comunicação nega o direito humano à comunicação por essência”, avalia a jornalista e professora Ana Veloso, que integra o conselho curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ana destaca ainda a importância de fortalecimento do Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações (Lei da Mídia Democrática). A campanha prega a pluralidade e diversidade nas programações, o controle social da mídia e a equidade entre sistemas privado, público e estatal. A Lei de Mídia Democrática precisa de um milhão e trezentas mil assinaturas para ser debatida no congresso nacional. No Semiárido, a comunicação como um direito é uma necessidade para combater a concentração de água, terra e poder, solidificar a construção de um novo imaginário sobre a região e ampliar as estratégias de convivência. Atualmente, a construção simbólica do Semiárido como pobre e insustentável apresentada pelos meios de comunicação de massa abordam os aspectos climáticos como fator preponderante para a impossibilidade de desenvolvimento e uma representação de passividade da população na busca por melhores condições de vida.
Ao longo de séculos, o coronelismo e a ausência de espaços para produção de informações pela população rural estabeleceu um imaginário de opressão e sofrimento ao Semiárido. A dissertação de mestrado “Comunicação popular na construção de políticas de acesso à água no Semiárido: a experiência da ASA”, de autoria da jornalista e mestra em comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) Viviane Brochardt, indica que nos últimos anos houve um embate hegemônico na região para a criação de um novo imaginário, apresentando as famílias agricultoras “não apenas como produtores de conhecimento, mas também como transformadores de suas vidas”. “Esses donos de terra na região [semiárida] são também os que se configuram como os ‘donos da mídia’ e dos meios de comunicação. Isso vem na prática do coronelismo, que depois vem com o coronelismo eletrônico”, destaca Viviane Brochardt. Na Carta Política do VIII Encontro Nacional da ASA (EnconASA), realizada em novembro de 2012, em Januária (MG), a ASA definiu como um de seus compromissos e prioridade para os próximos anos o debate sobre o direito humano à comunicação no Semiárido. “Não podemos ignorar a exclusão que sofrem os povos do Semiárido aos diversos meios de comunicação, especialmente, às rádios e televisões comunitárias, que funcionam como um instrumento de reafirmação da identidade e de fortalecimento das lutas pelos seus direitos”, diz um trecho do documento.
Dez meses depois, de 16 a 18 de setembro de 2013, outro marco na afirmação da ASA pelo direito à comunicação, aconteceu no Recife, durante o Encontro Nacional de Comunicação da ASA. O evento contou com a participação de mais de 75 comunicadores e comunicadoras populares, além das equipes de Assessoria de Comunicação da ASA (ASACom) e do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). O evento contou com apresentações e debates para ampliar e solidificar a comunicação democrática como estratégia politica de intervenção da ASA para a convivência com o Semiárido. “A população rural, os comunicadores e comunicadoras da região precisam se apropriar da Lei de Mídia Democrática e fazer a pressão pelas emendas para que saia o melhor possível. É uma minuta de projeto de lei que está sendo discutida e que ainda vai ser ampliada”, destacou Ana Veloso. FONTE:
|
Informação, de acontecimentos, em nossa Região sobre socialismo, Educação, Religião e Politica... confira nossas reportagens ou nos envie a sua com imagens
sábado, 28 de setembro de 2013
Pelo direito à comunicação no Semiárido
Falta de Decoro na Camâra Municipal de Pesqueia-PE
Repercute mal na cidade pedido de vereador para que policia faça segurança das secções da câmara de vereadores.
Pegou muito mal uma noticia divulgada
nas mídias sociais de nossa cidade onde foi divulgado um oficio oriundo
da câmara de vereadores de nossa cidade , enviada ao comandante da 8ª
CIPM de nossa cidade, solicitando que policiais militares se façam
presentes nas reuniões da câmara de vereadores de nosso Município, para
manter a ordem e também garantir a segurança de alguns parlamentares.
Pegou muito mal uma noticia divulgada
nas mídias sociais de nossa cidade onde foi divulgado um oficio oriundo
da câmara de vereadores de nossa cidade , enviada ao comandante da 8ª
CIPM de nossa cidade, solicitando que policiais militares se façam
presentes nas reuniões da câmara de vereadores de nosso Município, para
manter a ordem e também garantir a segurança de alguns parlamentares.
A solicitação se deu depois de um bate
boca na ultima reunião da casa entre dois vereadores , um deles delegado
da policia federal e que segundo o oficio, pedem policiais presentes
com medo do delegado ir a secção armado. Bom isso ele pode ir sim e
pode andar armado em qualquer, lugar deste pais, agora achar que ele pode
ir armado e intimidar os parlamentares?
O que é estranho é que si tem policiais
pra irem fazer esta segurança e nós os outros cidades como ficamos? E
porque não temos um policial e plantão la na emergência do HLP para
assegurar os profissionais que trabalham em meio a ameças e insegurança
que ocorrem ali. Sei não, se uns tem direitos , outros também tem. Vamos
ver isso ai .
Falta de Decoro Parlamentar. Absurdo é
um Pedido desses, Proteção Policial? pra que? tem algum bandido? ao
contrário como o próprio vereador falou é um Delegado, estudou e foi
treinado para Defender a população, Nunca iria atentar contra a vida dos
seus colegas. Acho que devem se preocupar em mostrar serviço. e brigar
Por pesqueira, e não entre si. Na casa Anísio Galvão, os assuntos em
discussão, devem se restringir aos interesses da cidade, e não
particulares, Falar da família isso sim é Absurdo.
FONTE: PESQUEIRA-EMFOCO
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Informe Semanal 1
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Redução das colônias de abelhas representa ameaça aos seres vivos
Sob ameaça: polinização das abelhas é vital
Nairóbi sedia debate sobre polinização para agricultura sustentávelAs abelhas estão entre os principais polinizadores do planeta. Sua extinção pode ameaçar também a sobrevivência do homem. Em algumas partes do mundo, estudiosos do assunto já confirmam a redução de colônias entre 30% e 70%, indício de que todas as espécies estão ameaçadas. Cientistas classificam o fenômeno da redução dessas populações de desordem de colapso da colônia (colony collapse disorder), significando sérios prejuízos para a biodiversidade, a produção de alimentos e a economia em geral.
Polinizadores, como as abelhas e outros insetos e animais, representam um dos mecanismos essenciais à manutenção e promoção da biodiversidade no planeta, pois é somente após a polinização que as plantas formam frutos e sementes, fontes da sua própria reprodução. A importância desses polinizadores será o tema do V Seminário de Política destinadas a Resolver as Carências de Polinização (Fifth Policy Workshop on Addressing Pollination Deficits), que acontecerá em Nairóbi, Quênia, de 23 a 25 de setembro de 2013.
DEPENDÊNCIA
De acordo com pesquisadores, mais de 75% das espécies agricultáveis que alimentam o mundo e muitas das plantas utilizadas pela indústria farmacêutica dependem da polinização para produzir frutos e sementes. Além disso, a manutenção da diversidade de polinizadores contribui para a manutenção da diversidade de alimentos e a qualidade de vida, em todos os seus estágios.
De acordo com a gerente de Projeto do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Daniela América Oliveira, a reunião de trabalho, denominada “Fifth Policy Workshop on Addressing Pollination Deficits”, será realizada no âmbito Programa das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) outros organismos multilaterais. O objetivo do seminário é avaliar a aplicação do protocolo sobre conservação e manejo de polinizadores para uma agricultura sustentável, numa abordagem ecossistêmica, que integra o Projeto Global de Polinização, atualmente em execução em sete países – Brasil, Gana, Índia, Quênia, Nepal, Paquistão e África do Sul.
CAPACIDADES
A oficina no país africano reunirá um pequeno grupo de pessoas envolvidas tanto na aplicação do protocolo de déficit de polinização quanto na tomada de decisão política dos países participantes, pessoas que trabalham com os povos indígenas, especialistas internacionais e em política. O seminário visa melhorar a interface ciência, política e conhecimento em serviços de polinização para ajudar os países executores do Projeto Global de Polinização, visando a aplicação de um protocolo que permita avaliar os déficits de polinização, desenvolvam capacidades para detectar tendências e indicações de déficits de polinização e facilitem a identificação, mapeamento, modelagem e análise de opções de ação em zonas atingidas por tais déficits.
O trabalho proposto permitirá a construção de capacidades de avaliação da interface ciência e política para um serviço ecossistêmico específico de relevância para o futuro trabalho do recém criado Painel Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES). “Pretende-se, com este esforço, extrair lições aprendidas com a construção de uma interface ciência e política relacionada com serviços ecossistêmicos e acordos de cooperação entre instituições e países”, afirma Daniela Oliveira.
A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) estabeleceu a Iniciativa Internacional para Conservação e Uso Sustentável de Polinizadores com a finalidade de promover uma ação mundial coordenada. Entre os princípios estão objetivos como monitorar o declínio de polinizadores, sua causa e seu impacto sobre os serviços de polinização; suprir a falta de informações taxonômicas sobre polinizadores; avaliar os valores econômicos da polinização e do impacto do declínio dos serviços de polinização; e promover a conservação, restauração e uso sustentável da diversidade de polinizadores na agricultura e ecossistemas relacionados.
As iniciativas estão em andamento nos sete países selecionados pela FAO desde março de 2010, terá duração de cinco anos e um orçamento total de US$ 12 milhões (cerca de R$ 26,4 milhões), sendo US$ 3,5 milhões destinados ao Brasil para apoiar projetos de pesquisa em polinização e polinizadores de sete culturas agrícolas (algodão, caju, canola, castanha do Brasil, maçã, melão e tomate), com intensiva coleta de dados em campo, seguindo o protocolo déficit de polinização e de monitoramento de polinizadores definidos para o projeto global e adaptados localmente.
Texto de Luciene de Assis, do MMA, publicado pelo EcoDebate,
Ameaças à conservação da Amazônia vão muito além das queimadas
Extração inadequada de madeira e manejo inapropriado de recursos pesqueiros também colocam em risco a conservação do bioma, alertam pesquisadores em conferência do BIOTA Educação.

Desmatamento e degradação florestal na Amazônia, em mapa do Imazon
Esses fenômenos, contudo, são menos perceptíveis e não são facilmente detectáveis na paisagem por imagens aéreas, como são as próprias queimadas, por acontecerem no interior da floresta e fora do chamado “Arco do desmatamento amazônico” (região de borda do bioma que corresponde ao sul e ao leste da Amazônia Legal e abrange todos os estados da região Norte, mais Mato Grosso e uma parte do Maranhão). Por isso, podem passar despercebidos e não merecer a mesma atenção recebida pelos desmatamentos pelos órgãos fiscalizadores.
O alerta foi feito por Hélder Queiroz, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 19 de setembro em São Paulo.
“A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Queiroz.
“Também há um grupo grande de ameaças, composto por transformações de habitat em pequena escala realizadas exatamente da mesma forma nos últimos 50 anos e de difícil detecção, mas que geram mudanças importantes na composição e na estrutura da floresta e cujos efeitos serão prolongados por muitas décadas”, estimou.
A extração inadequada de madeira da Floresta Amazônica, por exemplo, pode alterar o número de espécies de animais que vivem em uma determinada área da selva. Isso porque, de acordo com o pesquisador, algumas espécies de árvore cuja madeira tem grande valor comercial – e, por isso, são mais visadas – também podem ser importantes para alimentação da fauna.
A retirada dessas espécies de árvore de forma desordenada pode alterar a composição florística e, consequentemente, de espécies de animais de uma área da floresta, ressaltou Queiroz.
“A abertura de pequenas clareiras para remoção específica dessas espécies de madeira não é detectada pelas imagens de satélite porque, geralmente, elas têm poucos metros quadrados”, disse Queiroz.
“Ao final de três décadas, todas as espécies dessas árvores e, consequentemente, a fauna que dependia delas podem desaparecer da região”, alertou.
Pesca e caça inadequadas
Outra ameaça que está se tornando um problema na Amazônia, de acordo com o pesquisador, é a pesca desordenada da piracatinga (Calophysus macropterus) – espécie de peixe sem escama, apreciada para consumo, conhecida popularmente como “urubu d´água”, por ser carnívora e se alimentar de restos de peixe e outros animais.
Para a pesca do peixe na região amazônica está sendo utilizada como isca a carne de jacaré e de boto cor-de-rosa. Por causa disso, o número de botos cor-de-rosa – também conhecidos como botos-vermelhos (Inia geofrrensis) – diminuiu em diversas regiões da Amazônia, indicam dados de monitoramento da espécie na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
“A carcaça de um jacaré ou de boto cor-de-rosa vale, no máximo, R$ 100,00 na região amazônica e gera aproximadamente entre 200 e 300 quilos dessa espécie de peixe”, disse Queiroz.
“Além de uma crise pesqueira, esse problema representa um sistema de valoração da biodiversidade que está profundamente desequilibrado”, avaliou.
Já em terra, segundo o pesquisador, a caça desordenada de determinadas espécies de animais tem resultado no surgimento do que alguns autores denominaram no início da década de 1990 de “florestas vazias” – áreas de floresta em pé, mas nas quais as principais espécies de animais responsáveis pela reprodução, polinização e dispersão de sementes desaparecem em razão da caça desenfreada.
“A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou.
Florestas alagadas
Em geral, a maior parte dessas ameaças “imperceptíveis” ocorre nas chamadas florestas alagadas ou de várzea – que representam quase um quarto de toda a extensão da Amazônia, ressaltou o pesquisador.
Submetidas ao regime de alagamento diário, sazonal ou imprevisível – de acordo com o regime de chuvas –, essas regiões de baixas altitudes são alagadas por águas brancas, de origem andina, escoadas, principalmente, pelos rios Solimões e Madeira.
Como são muito produtivos – por suas águas receberem grandes cargas de nutrientes e sedimentos –, os recursos naturais das florestas de várzea da Amazônia são abundantes. Por isso, são densamente ocupadas desde o período pré-colombiano.
“Praticamente 75% da população amazônica [cerca de 8 milhões de pessoas] está diretamente inserida nesses ambientes de várzea ou em suas proximidades, vivendo, trabalhando e transformando essas regiões”, disse Queiroz.
“Isso significa que esses ambientes são mais ameaçados do que os localizados no ‘arco do desmatamento’, porque recebem maior impacto diário das populações, ainda que não sejam detectados na paisagem, como o desmatamento”, comparou.
Justamente por terem grande densidade populacional, é difícil criar Áreas Prioritárias para Conservação (Arpa) nessas regiões de floresta alagada, contou Queiroz. “Existem poucas áreas protegidas e muitas propostas de criação de Arpas em florestas alagadas da Amazônia”, afirmou.
Algumas delas são as RDS de Mamirauá e Amanã, que, juntas, somam quase 3,5 milhões de hectares da Amazônia.
Criada no início dos anos de 1980 com intuito de proteger o macaco uacari-branco (Cacajao calvus), a Reserva de Mamirauá começou a ser gerida no final dos anos 1990 pelo Instituto Mamirauá, que tem o objetivo de realizar pesquisa de conservação da biodiversidade.
Os pesquisadores da instituição fazem pesquisas voltadas principalmente para o manejo sustentável dos recursos naturais. E, mais recentemente, começaram a desenvolver tecnologias sociais voltadas ao tratamento de água e ao saneamento ambiental, entre outras finalidades.
“Desde 2010 estamos expandindo nossas ações. Atualmente elas atingem 150 mil pessoas. Mas esperamos chegar, nos próximos anos, a 1,5 milhão de pessoas”, contou Queiroz.
Redução do desmatamento
O evento na FAPESP também contou com a participação de Maria Lucia Absy, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Em sua palestra, Absy destacou a queda das taxas anuais de desflorestamento da Amazônia Legal, que, no total, caíram 84% no período de 2004 a 2012, segundo dados do Projeto Prodes, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
“As ações de fiscalização e redução dos índices de desmatamento da Amazônia contam com o suporte fundamental dessa ferramenta e do Deter [Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, realizado pelo Inpe]”, ressaltou.
“Não é que seja errado desmatar uma área – desde que não seja grande – para fins produtivos. O errado é fazer isso aleatoriamente, sem metodologia e técnicas de manejo florestal”, avaliou Absy.
O próximo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota Educação será realizado no dia 24 de outubro, quando será abordado o tema “Ambientes marinhos e costeiros”.
Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.
Organizado pelo Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP), o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência.
Matéria de: Elton Alisson, da Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate

Desmatamento e degradação florestal na Amazônia, em mapa do Imazon
Há outros tipos de ameaças à conservação da Amazônia, além do desmatamento, que ocorrem em pequena escala e em áreas de várzea da região – como a extração inadequada de madeira e o manejo inapropriado de recursos pesqueiros –, que podem gerar transformações tão importantes na floresta nas próximas décadas quanto as queimadas.
Esses fenômenos, contudo, são menos perceptíveis e não são facilmente detectáveis na paisagem por imagens aéreas, como são as próprias queimadas, por acontecerem no interior da floresta e fora do chamado “Arco do desmatamento amazônico” (região de borda do bioma que corresponde ao sul e ao leste da Amazônia Legal e abrange todos os estados da região Norte, mais Mato Grosso e uma parte do Maranhão). Por isso, podem passar despercebidos e não merecer a mesma atenção recebida pelos desmatamentos pelos órgãos fiscalizadores.
O alerta foi feito por Hélder Queiroz, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 19 de setembro em São Paulo.
“A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Queiroz.
“Também há um grupo grande de ameaças, composto por transformações de habitat em pequena escala realizadas exatamente da mesma forma nos últimos 50 anos e de difícil detecção, mas que geram mudanças importantes na composição e na estrutura da floresta e cujos efeitos serão prolongados por muitas décadas”, estimou.
A extração inadequada de madeira da Floresta Amazônica, por exemplo, pode alterar o número de espécies de animais que vivem em uma determinada área da selva. Isso porque, de acordo com o pesquisador, algumas espécies de árvore cuja madeira tem grande valor comercial – e, por isso, são mais visadas – também podem ser importantes para alimentação da fauna.
A retirada dessas espécies de árvore de forma desordenada pode alterar a composição florística e, consequentemente, de espécies de animais de uma área da floresta, ressaltou Queiroz.
“A abertura de pequenas clareiras para remoção específica dessas espécies de madeira não é detectada pelas imagens de satélite porque, geralmente, elas têm poucos metros quadrados”, disse Queiroz.
“Ao final de três décadas, todas as espécies dessas árvores e, consequentemente, a fauna que dependia delas podem desaparecer da região”, alertou.
Pesca e caça inadequadas
Outra ameaça que está se tornando um problema na Amazônia, de acordo com o pesquisador, é a pesca desordenada da piracatinga (Calophysus macropterus) – espécie de peixe sem escama, apreciada para consumo, conhecida popularmente como “urubu d´água”, por ser carnívora e se alimentar de restos de peixe e outros animais.
Para a pesca do peixe na região amazônica está sendo utilizada como isca a carne de jacaré e de boto cor-de-rosa. Por causa disso, o número de botos cor-de-rosa – também conhecidos como botos-vermelhos (Inia geofrrensis) – diminuiu em diversas regiões da Amazônia, indicam dados de monitoramento da espécie na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
“A carcaça de um jacaré ou de boto cor-de-rosa vale, no máximo, R$ 100,00 na região amazônica e gera aproximadamente entre 200 e 300 quilos dessa espécie de peixe”, disse Queiroz.
“Além de uma crise pesqueira, esse problema representa um sistema de valoração da biodiversidade que está profundamente desequilibrado”, avaliou.
Já em terra, segundo o pesquisador, a caça desordenada de determinadas espécies de animais tem resultado no surgimento do que alguns autores denominaram no início da década de 1990 de “florestas vazias” – áreas de floresta em pé, mas nas quais as principais espécies de animais responsáveis pela reprodução, polinização e dispersão de sementes desaparecem em razão da caça desenfreada.
“A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou.
Florestas alagadas
Em geral, a maior parte dessas ameaças “imperceptíveis” ocorre nas chamadas florestas alagadas ou de várzea – que representam quase um quarto de toda a extensão da Amazônia, ressaltou o pesquisador.
Submetidas ao regime de alagamento diário, sazonal ou imprevisível – de acordo com o regime de chuvas –, essas regiões de baixas altitudes são alagadas por águas brancas, de origem andina, escoadas, principalmente, pelos rios Solimões e Madeira.
Como são muito produtivos – por suas águas receberem grandes cargas de nutrientes e sedimentos –, os recursos naturais das florestas de várzea da Amazônia são abundantes. Por isso, são densamente ocupadas desde o período pré-colombiano.
“Praticamente 75% da população amazônica [cerca de 8 milhões de pessoas] está diretamente inserida nesses ambientes de várzea ou em suas proximidades, vivendo, trabalhando e transformando essas regiões”, disse Queiroz.
“Isso significa que esses ambientes são mais ameaçados do que os localizados no ‘arco do desmatamento’, porque recebem maior impacto diário das populações, ainda que não sejam detectados na paisagem, como o desmatamento”, comparou.
Justamente por terem grande densidade populacional, é difícil criar Áreas Prioritárias para Conservação (Arpa) nessas regiões de floresta alagada, contou Queiroz. “Existem poucas áreas protegidas e muitas propostas de criação de Arpas em florestas alagadas da Amazônia”, afirmou.
Algumas delas são as RDS de Mamirauá e Amanã, que, juntas, somam quase 3,5 milhões de hectares da Amazônia.
Criada no início dos anos de 1980 com intuito de proteger o macaco uacari-branco (Cacajao calvus), a Reserva de Mamirauá começou a ser gerida no final dos anos 1990 pelo Instituto Mamirauá, que tem o objetivo de realizar pesquisa de conservação da biodiversidade.
Os pesquisadores da instituição fazem pesquisas voltadas principalmente para o manejo sustentável dos recursos naturais. E, mais recentemente, começaram a desenvolver tecnologias sociais voltadas ao tratamento de água e ao saneamento ambiental, entre outras finalidades.
“Desde 2010 estamos expandindo nossas ações. Atualmente elas atingem 150 mil pessoas. Mas esperamos chegar, nos próximos anos, a 1,5 milhão de pessoas”, contou Queiroz.
Redução do desmatamento
O evento na FAPESP também contou com a participação de Maria Lucia Absy, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Em sua palestra, Absy destacou a queda das taxas anuais de desflorestamento da Amazônia Legal, que, no total, caíram 84% no período de 2004 a 2012, segundo dados do Projeto Prodes, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
“As ações de fiscalização e redução dos índices de desmatamento da Amazônia contam com o suporte fundamental dessa ferramenta e do Deter [Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real, realizado pelo Inpe]”, ressaltou.
“Não é que seja errado desmatar uma área – desde que não seja grande – para fins produtivos. O errado é fazer isso aleatoriamente, sem metodologia e técnicas de manejo florestal”, avaliou Absy.
O próximo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota Educação será realizado no dia 24 de outubro, quando será abordado o tema “Ambientes marinhos e costeiros”.
Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.
Organizado pelo Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP), o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência.
Matéria de: Elton Alisson, da Agência FAPESP, publicada pelo EcoDebate
No segundo dia sem chuvas, ruas seguem alagadas no Vale do Itajaí
Rio do Sul e Agronômica ainda possuem vias cobertas pelas águas.
Segundo Defesa Civil de SC, são 22 mil pessoas afetadas em 73 cidades.
Em Presidente Getúlio, Defesa Civil faz consertos em pontes da cidade (Foto: Bianca H.C.Lima/Divulgação)

Mesmo com o segundo dia sem chuvas em Santa Catarina, algumas localidades do Vale do Itajaí continuavam com ruas alagadas na manhã desta terça-feira (24). É o caso de Rio do Sul e Agronômica que, além desse problema, também apresentavam desabrigados e desalojados. Apesar de a região ter sido a mais afetada, a preocupação maior da Defesa Civil é com o Norte do estado, onde o nível dos rios está em cotas emergenciais.
Dados da Defesa Civil estadual da manhã desta terça (24) apontam que o número de cidades atingidas pelas chuvas desde a última sexta (20) subiu para 73. São mais de 22 mil pessoas e 6 mil residências afetadas em todo o estado. O Vale do Itajaí é a região mais prejudicada. As cidades de Agronômica, Laurentino, Lontras, Presidente Getúlio e Rio do Sul assinaram decreto solicitando estado de calamidade pública.

Limpeza é preocupação em Presidente Getúlio
(Foto: Bianca H.C.Lima/Divulgação)
(Foto: Bianca H.C.Lima/Divulgação)
A situação melhorou também em Presidente Getúlio. De acordo com a Prefeitura, o rio voltou ao nível normal e não há mais ruas alagadas ou comunidades isoladas. A Defesa Civil trabalha na limpeza da cidade e na reforma de pontos. O comércio, aos poucos, vai reabrindo.
Em Agronômica, porém, o nível do rio não havia baixado e ruas continuavam alagadas. De acordo com a Defesa Civil do município, na manhã desta terça (24), havia 130 pessoas em abrigos e outras 380 estavam desalojadas. Os acessos à cidade estavam fechados e só era possível passar de trator.
Conforme o diretor de resposta a desastres da Defesa Civil de Santa Catarina, Aldo Batista Neto, a região Norte é a que mais preocupa a entidade no momento. "As cidades de Mafra, Porto União e Irineópolis é que, infelizmente estão com rios em cotas emergenciais, já com abrigos abertos e acolhendo a população", afirmou.
FONTE: PORTAL G1
Esclarecimento do porquê Pesqueira ficou sem UPA
O prefeito de
Pesqueira Evandro Chacon, fez vários esforços para que a UPA fosse
implantada no município mas, recebeu por Email, a triste notícia do
Ministério da Saúde que Pesqueira havia perdido pois, em 2010, os
responsáveis para o envio de documentos necessários para a análise do
Ministério, não foram remetidos. Diz o Email:
Conforme solicitação, segue abaixo a informação, da UPA de Pesqueira-PE, disponibilizada pelo técnico responsável.
Para qualquer esclarecimento, esta assessoria coloca-se a disposição.
Informo que a UPA PAC2 2011, que ocorreu no final de 2010, o município de Pesqueira não chegou a participar do processo de análise pois não finalizaram a proposta no sitio do FNS.
A proposta foi feita mas o proponente não anexou nenhum dos documentos obrigatórios para a finalização da proposta.
Não chegara a integrar a relação dos municípios interessados que foi construída a partir das propostas finalizadas no sitio do FNS na época.
Atualmente, conclui o email, a proposta de 2010 está na condição de inativa no sitio FNS.
Assina Laércio Ribeiro Gonçalces
Técnico Especializado
FONTE: PESQUEIRA EM FOCO
Para qualquer esclarecimento, esta assessoria coloca-se a disposição.
Informo que a UPA PAC2 2011, que ocorreu no final de 2010, o município de Pesqueira não chegou a participar do processo de análise pois não finalizaram a proposta no sitio do FNS.
A proposta foi feita mas o proponente não anexou nenhum dos documentos obrigatórios para a finalização da proposta.
Não chegara a integrar a relação dos municípios interessados que foi construída a partir das propostas finalizadas no sitio do FNS na época.
Atualmente, conclui o email, a proposta de 2010 está na condição de inativa no sitio FNS.
Assina Laércio Ribeiro Gonçalces
Técnico Especializado
FONTE: PESQUEIRA EM FOCO
Assinar:
Comentários (Atom)












