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A riqueza de seus recursos naturais atrai também a atenção de empresas ligadas ao agronegócio, colocando em risco os territórios de agricultores/as e comunidades tradicionais que vivem no Cerrado. Por isso, o Dia do Cerrado, comemorado nesta quarta-feira (11 de setembro), é para as comunidades tradicionais e movimentos sociais um dia de luta e denúncia contra as ameaças socioambientais das quais o bioma vem sofrendo. De acordo a WWF-Brasil, aproximadamente 40% do Cerrado conserva parcialmente suas características iniciais e outros 40% já as perderam totalmente. Somente 19,15% corresponde a áreas nas quais a vegetação original ainda está em bom estado. Segundo o integrante da Rede Cerrado e da Articulação Semiárido Mineiro (ASA Minas), Carlos Dayrell, a monocultura - sistema agrícola que desmata grandes extensões de vegetação nativa e utiliza grandes quantidades de insumos químicos e agrotóxicos - é uma das principais ameaças ao bioma. “Quando a gente fala da monocultura a gente está falando do eucalipto, da soja, da cana-de-açúcar, a gente tá falando também das grandes pastagens. Junto com esses processos também há mineração. Algumas áreas que até então estavam intocadas, até porque são regiões de serra, agora têm sido alvo das empresas, em particular na região do Pará e do Norte de Minas”, explica.
Além da questão da terra, existem outras estratégias que podem garantir mais segurança paras as famílias como a criação de Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS), Reservas Extrativistas (RESEX) e assentados agroextrativistas. Segundo ele, essas questões já foram apresentadas ao governo, mas o processo tem sido muito demorado. “Para você ter uma ideia, nós estamos com uma demanda de oito Resex, já tem mais de seis anos. Talvez uma primeira seja criada este ano. Estamos em vista também de criar o primeiro assentamento agroextrativista em área de Cerrado. Isso talvez aconteça nesta semana ou na próxima”, destaca Dayrell.Esse processo de encurralamento gera um impacto direto no processo de reprodução social das comunidades, que acabam sendo expulsas de seus territórios pela falta de regularização de seus territórios. Por isso, o reconhecimento de suas terras é um dos principais pleitos dos povos que habitam o Cerrado como quilombolas, indígenas e geraizeiros. (Veja aqui as reivindicações do Movimenro Geraizeiro) |
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Agronegócio ameaça biodiversidade do Cerrado
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