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A construção da mobilização foi edificada a partir do diálogo parceiro com a CEM do município, o que foi de uma importância vital, desde a identificação das famílias produtoras, da remontagem do histórico da luta pela garantia de tecnologias sociais de captação de água da chuva no Semiárido, até a reafirmação da importância das diversas formas de organização social, sejam por cooperativismo e/ou associativismo, na busca pela autonomia desses agentes sociais nordestinos. Agricultoras e agricultores já sonham em fortalecer suas experiências agroecológicas com as tecnologias de segunda água. Com a estimativa de se construir 15 estruturas hídricas através do Contrato de patrocínio celebrado entre a Petrobras e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), com o Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, a comunidade de Boa Vista se alegra com a possibilidade de fortalecer sua soberania alimentar: “A minha prioridade é ver as pessoas felizes, e agradeço a Deus e ao Isfa, por nos ajudar a ter a maior força para esse plantio de verdura”, acredita o agricultor Ricardo dos Santos sonhando com a valorização da sua horta e de toda sua comunidade. José Francisco Souza de Azevedo, diretor Presidente do Isfa, compreende que há a necessidade de organização do povo do semiárido para promover a dignidade, e também, na divulgação das iniciativas exitosas, “nós precisamos valorizar o que é o nosso, e queremos também mostrar o que tem de bom em Manoel Vitorino. Com a ASA já levamos 2 mil cisternas de primeira água e isso é muito significativo”. O município conta também, com uma positiva experiência de cooperativismo com a Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf), que com políticas públicas e apoio dos parceiros, está gerando renda às famílias camponesas através do beneficiamento e comercialização do umbu – fruta típica da região. É reafirmada, ao término de um dia de mobilização e formação social, a inserção dos camponeses e camponesas no processo de construção e implementação de políticas públicas de convivência para o Semiárido, que se configura como estratégia e metodologia mais enriquecedora de socialização do conhecimento, seja ele técnico ou acumulado, a partir das diferentes vivências. * Flávia é comunicadora popular da ASA e do ISFA. ** Eliane é coordenadora técnica do projeto P1+2/Petrobras, ISFA/ASA. | ||
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sábado, 6 de julho de 2013
Na comunidade rural de Boa Vista, conhecimento constroi alternativas populares
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