sábado, 6 de dezembro de 2014

2· dia do encontro territorial

Segundo dia do encontro territorial com apresentaçao dos grupos
Com avanços e desafios dos projetos e planejamento para 2015

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Encontro territorial

Aberta a rodada de debate sobre i tem "Quais os desafios da Agricultura Familiar nos municipios e na regiao

Encontro Territorial

Apresentaçao dos municipios

Encontro

Nos dias 05 e 06 de dezembro
A Cáritas Diocesana de Pesqueira realiza o Encontro Territorial de Avalição e Planejamento das ações executadas pela instituição

domingo, 23 de novembro de 2014

Semana da Solidariedade

A Cáritas Diocesaba de Pesqueira
Realizou na semana passada a semana da solidariedade. Com distribuiçao de cestas basicas, com brincadeiras para as crianças do Assentamento Nossa Senhora localizado no municipio de Pesqueira a 214km da capital pernambucana
Y

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Serra dos Buracos

É assim que esta conhecido o acesso a Serra dos Vento, distrito da cidade do Belo jardim
PE-166 Esta abandonada como mostram as imagens.

Fotos: Alexandre

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Pao e justiça

Um familia humana
É o tema da campanha da solidariedade este ano 2014
Onde vivenciamos a partilha

Caritas diocesa de pesqueira

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Em cima da noticia

Apartir de hoje iremos publicar noticias em qualquer, lugar qualquer hora.
Porque aconteceu virou noticia

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Antes que as Abelhas Sejam Instintas

Silenciosamente, bilhões de abelhas estão sendo dizimadas, pondo em risco nossa produção de alimentos. Abelhas não apenas fazem mel – elas são uma força de trabalho imensa, polinizando 75% das plantas que cultivamos. Mas em dois dias os EUA podem dar um passo em direção à proibição dos pesticidas tóxicos responsáveis pela mortandade.

Nós sabemos que podemos conseguir a proibição  – depois de uma mega-campanha da Avaaz no ano passado, a União Europeia baniu essa mesma categoria de venenos, considerada por diversos cientistas como a responsável pela morte em massa das abelhas. Nesse exato momento fábricas de componentes químicos estão fazendo forte lobby junto às autoridades norte-americanas para impedir uma mudança. Mas informantes da Avaaz dizem que uma pressão pública massiva poderia ser o fiel da balança a nosso favor. Vamos fazer pressão! Um banimento feito pelos EUA pode deflagrar um "efeito dominó" no resto do mundo.
Não temos tempo a perder 
 a força-tarefa que cuida do assunto na Casa Branca apresentará propostas para a regulação na terça-feira. Não estamos falando apenas da sobrevivência das abelhas, estamos falando da nossa própria sobrevivência. Assine a petição imediatamente – vamos fazer um zunido global pedindo que os EUA proíbam esses químicos assassinos, antes que as abelhas sejam extintas:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees_us_pet_loc/?brWIRfb&v=47042

Abelhas são vitais para a vida na Terra: todos os anos, elas polinizam plantações, um trabalho que, se fosse pago, seria equivalente a cerca de 40 bilhões de dólares. Sem uma iniciativa imediata que assegure que as abelhas continuem a polinização, muitas das nossas frutas, vegetais e castanhas favoritas podem desaparecer das prateleiras dos supermercados e um terço da nossa oferta de alimentos pode sumir.

Nos anos recentes, temos visto um declínio grande no número de abelhas – algumas espécies já foram completamente extintas, e na Califórnia (o maior produtor de alimento dos EUA) apicultores perdem um terço de suas abelhas por ano. Cientistas têm procurado por uma resposta. Enquanto alguns estudos, em sua maior parte financiados pelas companhias químicas, afirmam que a mortandade é provocada por uma combinação de doenças, perda de habitat e químicos tóxicos, pesquisas independentes e reconhecidas concluíram que os pesticidas neonicotinoides são os responsáveis.

Foram essas evidências alarmantes, junto com uma campanha eficaz feita pela Avaaz e seus parceiros, que conseguiram o banimento pela União Europeia. A Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA) deveria por lei regular esses tóxicos, mas – sob a influênca de grande companhias de produtos químicos – há anos tem fugido de suas responsabilidades. Agora a força-tarefa criada pela presidência dos EUA para tratar do assunto pode fazer com que a EPA cancele o registro dos pesticidas, proibindo sua venda nos Estados Unidos. Esta é a nossa chance!

O relatório da força-tarefa deve ser apresentado em dois dias. Mais de 2,5 milhões de nós já apoiamos essa campanha. Vamos construir imediatamente uma petição com 3 milhões de assinaturas para salvar as abelhas, algo sem precedentes, e entregá-la aplicando estratégias de advocacy e trabalhando junto à imprensa para impedir acordos de bastidores que beneficiam apenas as grandes empresas. Assine a petição agora:

https://secure.avaaz.org/po/save_the_bees_us_pet_loc/?brWIRfb&v=47042

Não podemos mais deixar nossa delicada cadeia alimentar nas mãos de empresas de químicos e de "reguladores" que na verdade comem nas mãos dessas mesmas empresas. O banimento desses pesticidas nos deixará mais próximos de um mundo seguro para nós e para as demais espécies que nos são caras e de quem dependemos.
Com esperança,
Terra, Alex, Alice, Ari, Nick, Laila, Marigona, Ricken e o restante da equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES:

Novo estudo vincula inseticidas neonicotinoides com desaparecimento de abelhas (Terra)
http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/novo-estudo-vincula-inseticidas-neonicotinoide...

Pesticidas que matam insetos também estão diminuindo a população de aves, alerta estudo (O Globo)
http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/meio-ambiente/pesticidas-que-matam-insetos-tambem-estao-di...

Tipo de agrotóxico suspeito de matar abelhas no mundo é usado no país (G1)
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/tipo-de-agrotoxico-suspeito-de-matar-abelhas-no-mundo-e...
 
Governo norte-americano reconhece que abelhas estão morrendo a uma taxa alarmante (Envolverde)
http://envolverde.com.br/noticias/governo-norte-americano-reconhece-que-abelhas-estao-morrendo-uma-t...

Obama ordena que efeito de pesticidas nas abelhas seja reexaminado (IstoÉ Dinheiro)
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/mercado-digital/20140620/obama-ordena-que-efeito-pesticidas...

Uma decisão europeia boa para as abelhas (Público)
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/uma-decisao-europeia-boa-para-as-abelhas-1614633

Informe - ASA Brasil

DESTAQUE
Somos todas Margaridas
Eram, afinal, 100 mulheres de dez estados do Semiárido brasileiro reunidas, durante dois dias, para compartilhar histórias de vida, experiências, sonhos, sentimentos. Além de mulheres, agricultoras, e mais do que agricultoras, experimentadoras.

Em cada pétala da margarida que fazia às vezes de mandala, no centro da roda, uma palavra para expressar o que elas queriam, que conhecimento buscavam: renovação era uma dessas palavras. Também passa a ser palavra de ordem nas vozes dessas mulheres. “O Rio Grande do Norte escolheu essa palavra porque a gente quer que a mulher chegue em 2015 mais forte”, afirma a agricultora Irene.

Saiba mais
 
 
NOTÍCIAS
 
 
Festejando a colheita: mística permanece viva no sertão sergipano
O hábito de compartilhar a colheita e agradecer pelos frutos que a terra dá é um costume que vem desde a antiguidade. Comunidades rurais de Itabi mantiveram viva a tradição. Saiba mais
 
 
Intercâmbios disseminam saberes e sementes de canto a canto do Semiárido
Quarta-feira passada foi um dia de intensas trocas entre agricultoras do Maranhão a Minas Gerais. Cerca de 110 mulheres conheceram experiências da agricultura familiar na Paraíba.Saiba mais
 
 
Movimentos Sociais debatem riscos de instalação de mineradora em Ipaporanga 
A Cáritas Diocesana de Crateús realizou estudo sobre a mineração no Ceará e Brasil. Debates têm acontecido sobre os riscos dos projetos de mineração. Saiba mais


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Padre Reginaldo Manzotti

Padre Reginaldo Manzotti - boletim informativo semanal

Filhos e filhas,

Devemos sempre buscar e exercitar a virtude da esperança, pois como está no Catecismo da Igreja Católica, tal virtude corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo o homem. Ela nos protege contra o desânimo e nos sustenta no abatimento (cf. CIC 1818).
A esperança é um ato de fé e confiança na providência divina. Tanto que a partir do Primeiro Mandamento da Lei de Deus – “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças” – existem os pecados contra a esperança que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus a sua salvação pessoal, os socorros para a atingir, ou o perdão dos seus pecados. Opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça (porque o Senhor é fiel às suas promessas) e à sua misericórdia.
Há duas espécies de presunção: o homem ou presume das suas capacidades, esperando poder salvar-se sem a ajuda do Alto. Ou presume da onipotência ou misericórdia divina, esperando obter o perdão sem se converter, e a glória sem a merecer. (CIC 2091).
Se a esperança é o desejo de felicidade que Deus colocou em nosso coração, devemos seguir o conselho do Santo Padre, Papa Francisco: “o cristão deve ter paixão pela esperança” e rezar com ele:
“O Senhor que é a esperança da glória, que é o centro, que é a totalidade, nos ajude nesta direção: dar esperança, ter paixão pela esperança. Não é otimismo, mas foi o que Nossa Senhora teve no momento das trevas: na noite de Sexta-feira até a manhã do domingo. Aquela esperança; e ela a tinha. E aquela esperança refez tudo. Que o Senhor nos dê esta graça, amém”. (Papa Francisco)






Cerimonial de lançamento do selo personalizado dos 10 anos do Experiência de Deus

Nesta quarta feira (17 de setembro), o padre Reginaldo Manzotti foi homenageado pelos Correios em uma cerimônia oficial de lançamento do selo personalizado alusivo aos 10 anos do programa Experiência de Deus. O cerimonial aconteceu na Associação Evangelizar é Preciso com a presença de representantes dos Correios e da Obra.





Santa Missa com a relíquia de São Luiz Orione

O padre Reginaldo Manzotti presidiu a Santa Missa em seu Santuário Nossa Senhora de Guadalupe que recebeu nesta quarta-feira (17 de setembro), a relíquia de São Luiz Orione para veneração. A relíquia está em peregrinação pelo Brasil em comemoração aos 100 anos da presença orionita no país.





Padre Reginaldo Manzotti celebra Missa em Siqueira Campos

Fiéis se reuniram nessa segunda-feira (22 de setembro), na praça do Santuário Bom Jesus da Cana Verde, em Siqueira Campos, para a Santa Missa em Ação de Graças pelos noventa e quatro anos da emancipação política do município, presidida pelo padre Reginaldo Manzotti e concelebrada também pelo padre Kleina, pároco reitor do Santuário Nossa Senhora do Carmo.





Padre Reginaldo Manzotti celebra Santa Missa em intenção aos doadores de órgãos e tecidos em Curitiba (PR)

A tradicional celebração do meio-dia do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe teve um motivo especial nesta terça-feira (23 de setembro), em intenção aos doadores de órgãos e tecidos. O padre Reginaldo Manzotti presidiu a Santa Missa que foi concelebrada pelos padres Antônio Alves, de Maceió e Frei Moacir, Capuchinho da Paróquia Nossa Senhora das Mercês. O Dia Nacional dos Doadores de Órgãos é comemorado no dia 27 de setembro, mas a Missa foi celebrada na terça-feira por ser tradicionalmente o dia de rezar com os enfermos e pelos enfermos.

INFORME ASA

Caso Ana Alice: dois anos após o crime, família ainda aguarda julgamento dos culpados
Após o crime, foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice.
Nesta sexta-feira, 19 de setembro, dois anos após o crime que vitimou a jovem agricultora de 16 anos, Ana Alice de Macedo Valentin, do município de Queimadas, Agreste Paraibano, sua família e seus amigos ainda aguardam o julgamento do culpado, Leônio Barbosa de Arruda, preso no final de 2012.

Ana Alice era militante do Polo da Borborema e no dia 19 de setembro de 2012, quando voltava da escola, foi sequestrada e barbaramente violentada. Seu corpo foi enterrado na Zona Rural do município de Caturité, só sendo encontrado 50 dias após o crime. Desde o desaparecimento da jovem, foi formado o Comitê de Solidariedade e pelo Fim da Violência Contra a Mulher Ana Alice, composto por mais de 30 organizações rurais e urbanas. Foi por meio da pressão e da mobilização criada em torno do Comitê, que o caso Ana Alice pode ser investigado e solucionado, com a prisão dos envolvidos. O mentor e mais um adolescente, que teve participação no crime, está respondendo a processo para apuração de ato infracional.

Segundo Claudionor Vital, um dos advogados da família de Ana Alice que acompanha o caso, o processo criminal está aguardando a sentença de pronúncia por parte do juiz Antonio Gonçalves Ribeiro Junior, da 1ª Vara Mista de Queimadas, a quem cabe a condução dos processos para apuração dos crimes de competência do Tribunal do Júri. “Pelas provas existentes, estamos confiantes que o réu seja pronunciado e submetido ao Júri Popular”, afirma o advogado.

Entre os familiares, a expectativa é que o réu receba uma punição exemplar: “Esperamos que ele receba a pena máxima, até porque a gente precisa disso para se sentir segura e também para servir de exemplo para outros marginais. Infelizmente o que aconteceu com Ana Alice já aconteceu, mas a gente pode evitar que aconteça com outras mulheres”, desabafou Angineide Macedo, mãe de Ana Alice.

Em 2013, uma mobilização que reuniu mais de 300 pessoas em Queimadas, lembrou o assassinato da jovem. O objetivo foi o de chamar a atenção da sociedade para a necessidade de medidas pelo fim da impunidade dos crimes de violência contra a mulher. Foi feita uma caminhada com uma parada em frente ao Fórum da Comarca do Município, onde estava sendo realizada uma das audiências do caso e no final, um ato público, no Centro da cidade. A este movimento se juntaram as famílias de Isabella Pajuçara e Michelle Domingues, as duas mulheres assassinadas em fevereiro de 2012, após o bárbaro estupro coletivo ocorrido também em Queimadas. No dia 25 de setembro, Eduardo dos Santos Pereira, acusado de planejar o crime e último envolvido a ser julgado, vai a Júri Popular na capital do estado, João Pessoa.

Uma mobilização como a de 2013 deve acontecer no dia 7 de novembro, data do sepultamento de Ana Alice e lembrando todas as mulheres vítimas de violência no estado. Neste dia 19 de setembro, às 19h, ocorrerá uma missa em memória de Ana Alice, na Capela da Comunidade Caixa D’água, celebrada pelo Padre Ivanilson, Pároco de Queimadas.

O caso - Ana Alice foi sequestrada quando voltava para casa depois da aula, sendo estuprada e violentamente assassinada pelo vaqueiro Leônio Barbosa de Arruda, à época com 21 anos. Seu corpo foi enterrado próximo a residência do assassino, na fazenda onde ele trabalhava, na zona rural do município de Caturité. A adolescente permaneceu desaparecida até que nas imediações de sua comunidade, uma nova mulher foi raptada e violentada, sendo encontrada apenas no dia seguinte com marcas de esganadura, inúmeras escoriações e amputação parcial da orelha direita. Ainda muito traumatizada, ela foi capaz de reconhecer o criminoso (e vizinho) e o denunciou à polícia com a ajuda do Comitê de Solidariedade Ana Alice. Graças ao empenho do Comitê e à coragem desta vítima, o assassino foi preso e confessou o crime contra sua vizinha e contra Ana Alice. Confessou inclusive que, no crime contra Ana Alice, não agiu sozinho, teve a ajuda de um cúmplice, à época, menor de idade.

Ana Alice e a outra mulher, não foram as únicas vítimas. No início de 2012, ao sair de um baile de carnaval, ele violentou uma jovem de Boqueirão. De posse de uma arma, obrigou que ela entrasse em seu carro e a estuprou. Um mês depois, após prestar depoimento do primeiro caso na delegacia desse município, tentou fazer nova vítima também em Boqueirão, agora uma adolescente de 14 anos que teve sorte diferente, quando um amigo a libertou da tentativa de estupro.

Fuga - O assassino encontra-se preso no Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, mais conhecido como PB-1, em João Pessoa. Ele foi transferido para esta unidade prisional este ano depois de ter fugido do Presídio do Serrotão, em Campina Grande, onde aguardava julgamento. 10 dias depois da fuga, e depois de muita pressão por parte do Comitê Ana Alice, o preso conseguiu ser recapturado, no mês de abril de 2014.

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O Simpósio Internacional de Agroecologia para a Segurança Alimentar e Nutricional aconteceu em Roma, na Itália
Marilene Souza, coordenadora executiva da ASA pelo estado de Minas Gerais
Roma - Itália
19/09/2014
Com representação de diversos países, e 400 participantes, aconteceu em Roma, na Itália, nos dias 18 e 19, o Simpósio Internacional de Agroecologia para a Segurança Alimentar e Nutricional, organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), e que contou com a participação de diversas organizações brasileiras como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).

O discurso de introdução foi feito pela diretora adjunta geral da FAO, Maria Helena Semedo. A mesa de abertura foi coordenada pelo pesquisador da Universidade da Califórnia Stephen Gliessman, que destacou o papel dos ecossistemas locais e a etnociência no processo de construção da agroecologia. Ele encerrou sua fala afirmando que os sistemas alimentares atuais demonstram que estamos no rumo errado.

Esta mesa contou com diversos pesquisadores que abordam a temática da agroecologia. O Brasil foi representado pela Professora Irene Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais, atual presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e que colabora com o Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata de Minas Gerais (CTZ - Zona da Mata-MG). O debate ficou em torno das definições de abordagem e princípios da agroecologia. É ciência? É prática? E movimento? Ou são as três questões ao mesmo tempo.

O professor Pablo Tittonel da Universidade da Holanda acrescentou que “a prática e o movimento da agroecologia aliado a resistência de muitos é que influenciaram a ciência”. O Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica brasileiro (Planapo) foi citado pela Professora Irene e pelo professor Pablo como exemplos de construção participativa de um plano que, apesar da força política do agronegócio, representa um avanço para as políticas públicas e para aqueles que acreditam e fazem a agroecologia.

A experiência da ASA foi apresentada como exemplo de prática agroecológica adotada. ‘É possível praticar agroeocologia em regiões áridas e semiáridas?’ Esta pergunta foi feita durante as palestras de abertura. No primeiro momento da apresentação se apresentou a ASA e o Semiárido brasileiro enfocando a temática da convivência com a região. Também foi apresentado o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) e a água para a família, na perspectiva construída no Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional brasileiro (Consea), da água como alimento. Algumas tecnologias sociais e práticas agroecológicas ajudam a recuperar as fontes de água, através de manejo de solos, implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs). Portanto, a ação da ASA investe nos processos de captação de água de chuva, mas também se preocupa com as fontes de água das comunidades.

A ação do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), também da ASA, dialoga com a agroecologia, pois desenvolve processos de mobilização, formação, intercâmbios e tecnologias de captação de chuva para a produção de alimentos e segurança alimentar e para os mercados. Foram citadas e apresentadas todas as tecnologias desenvolvidas pela ASA através do P1+2, além de resultados da ação, como melhoria e ampliação da segurança alimentar das famílias agricultoras, produção excedente para mercados, ampliação de renda e outros.

O evento se encerrou com a apresentação de alguns desafios relacionadas a terra e território, crédito, assessoria técnica e extensão rural, pesquisas, beneficiamento e comercialização da produção.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

"Mais do que terra para produzir, a luta é para garantir a vida"

A violência que não chegava à sociedade publicizida através dos Relatórios de Conflito no Campo | Foto: Site CPT
A publicação Conflitos no Campo Brasil é realizada há quase 30 anos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica que trabalha na defesa de mulheres e homens do campo desde 1975. Fruto de pesquisas que resultam em um amplo banco de dados sobre o tema, os relatórios anunciam o protagonismo dos povos do campo nesses conflitos. Para a CPT, protagonizar os conflitos é atuar no contexto da resistência, no sentido de protagonizar a luta pelos seus direitos.

Para compreender um pouco mais sobre o que esses dados revelam e o significado de realizar e sistematizar essa análise, Mariana Reis, da equipe da Asacom, entrevistou Plácido Jr., geógrafo e agente pastoral da CPT NE II. Confira a seguir:

A CPT realiza o Relatório Conflitos no Campo Brasil há 29 anos. Qual a importância de sistematizar e publicizar esses dados?
Mesmo antes de começar a publicar os relatórios, a CPT já estudava conflitos no campo. Decidiu-se publicizar como forma de denúncia pelo que vinha acontecendo no campo brasileiro contra indígenas, quilombolas, pois essa violência no campo não chegava à sociedade. Então, a importância de registrar e publicizar foi de tornar público o que a grande mídia não mostrava, o que o governo não tinha interesse de mostrar. Também havia a intenção do anúncio, de anunciar o protagonismo dos povos do campo, para que essa realidade possa ser modificada.
                                                                           
  

"A violência no campo tem cor, idade, sexo e classe", afirma Plácido Jr. | Foto: Arquivo pessoal
Olhando para a história registrada desde o primeiro relatório, qual a narrativa principal dos conflitos agrários no Brasil?  Tivemos mudanças significativas em relação aos conflitos agrários no Brasil nos últimos 29 anos?
Ao longo desses anos tivemos variações. Na década de 1980, o Brasil estava envolvido na Revolução Verde, a Amazônia era o grande cenário de atuação das grandes transnacionais. Nos anos 1970, quando é criado o Conselho Indígena Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os povos mais violentados eram os povos indígenas e os ribeirinhos. Esses eram os grandes protagonistas naquela época, as populações tradicionais. Ao mesmo tempo temos o grande capital entrando no campo e o processo de modernização do Estado brasileiro. Essa era a conjuntura agrária daquele momento.
Em 1984, a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) lança a publicação Açúcar com Gosto de Sangue, pois nesta década surgiu o Pró-Álcool que estimulou a produção de cana-de-açúcar em todo o Brasil, o que fez com que muitos posseiros foram expulsos para dar vez à expansão da cana.

Posteriormente temos outro processo, que veio com a luta pela terra, com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). São novos sujeitos que vão surgir na década de 1990, com os sem-terra, e a CPT com seu registro vai observando essas transformações.

Atualmente, nos últimos cinco anos, são as comunidades tradicionais que voltam a protagonizar os conflitos no campo brasileiro, porque o Brasil passa por um novo momento de desenvolvimento e não são mais os sujeitos do latifúndio, mas outros sujeitos – como o agronegócio, as mineradoras, as grandes obras como Suape, Transposição do São Francisco, Transnordestina, Cinturão das Águas (no Ceará), os processos imobiliários no litoral. Atualmente, mais de 50% dos conflitos de campo brasileiro são protagonizados pelas populações tradicionais. A gente percebe uma mudança na dinâmica da luta pela terra e os sujeitos vão se adaptando de acordo com a realidade socioeconômica do país.
De que forma os conflitos pela terra atingem povos indígenas e comunidades tradicionais no Brasil? Como essas populações resistem e lutam pelo território?
Hoje observamos as populações tradicionais no processo de luta pela terra, mas não é apenas isso. No Brasil, têm aumentado os conflitos territoriais, que é muito maior que a luta pela terra. Significa a luta pelo sentido de estar na terra, pela forma de se organizar na terra. É uma forma de resistência muito mais no sentido de re-existência, no sentido de voltar a existir, uma nova forma de ser, de estar, de se relacionar. Essa forma de ser, de estar e de relacionar está sendo ameaçada pelo agronegócio brasileiro e pelo grande capital que têm se apropriado não só das terras, mas dos bens naturais, da água, dos minérios, da biodiversidade. Quem disputa é o setor da economia verde, o setor dos cosméticos... Mais do que terra para produzir, a luta é para garantir a vida humana, dos animais e das plantas.
Qual o perfil dos atingidos pela violência no campo? Ela atinge, indiscriminadamente, homens, mulheres, jovens e crianças?
Cinquenta por cento dos assassinatos no campo em 2013 foram de indígenas. Então, as comunidades tradicionais seguem sendo as mais atingidas. Mas há várias formas de violência que são invisibilizadas. Há famílias acampadas vivendo há dez anos embaixo de uma lona, pescadores artesanais impossibilitados de tirar o seu sustento, agricultores e agricultoras sendo expulsos de seus roçados. Negar o direito à educação contextualizada, com o fechamento das escolas rurais, também é uma violência. Sem falar na violência que as mulheres passam ao verem seus maridos migrar, tendo de cuidar sozinhas de seus filhos, ficando endividadas: são as viúvas da terra. A violência no campo tem cor, idade, sexo e classe.

No Semiárido, alguns dos conflitos agrários mais noticiados recentemente se referem a  famílias despejadas devido a grandes obras como construção de barragens, exploração de energia eólica e atuação de empresas ligadas ao agronegócio. Outras tradicionais bandeiras de luta dos povos dessa região são, ainda, o acesso à terra e o acesso à água, na perspectiva da convivência com o Semiárido. O que a pesquisa revela sobre o Semiárido?
Nossa pesquisa não faz o recorte específico para o Semiárido, mas os dados da CPT mostram que os maiores conflitos acontecem no Nordeste brasileiro e no sertão, e é evidentemente mais forte em relação à mineração – que leva à desapropriação de terras – e à luta pela água, com Sobradinho, Itaparica, os perímetros irrigados (como a situação da Chapada do Apodi), as grandes obras de combate à seca. Essas obras ameaçam os projetos de vida dos povos do campo.

Então, existe uma relação entre os novos conflitos no campo e o êxodo rural?
As condições dos novos conflitos no campo não permitem que se fique na terra. A diferença do êxodo rural de antes para o dos dias atuais é que a reforma agrária, a demarcação das terras dos povos quilombolas e as alternativas de convivência, como o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), são possibilidades que fazem com que as pessoas permaneçam ou voltem a viver no campo.
Anteriormente, você citou a publicização dos dados da CPT como alternativa ao que a mídia não mostra. Como você analisa o papel da grande mídia na abordagem sobre conflitos do campo?
A grande mídia tem lado, interesse e posição. A posição é da burguesia, atrelada aos interesses do grande capital, de invisibilizar os povos no campo, de invisibilizar o que os agronegócios cometem em relação aos povos do campo. Invisibiliza também o processo de estrangeirização das terras brasileiras, em que grandes empresas internacionais estão se apropriando do território nacional e, ao mesmo tempo, ao invisibilizar esse processo de concentração de terras, de violência no campo, a grande mídia promove a criminalização dos movimentos sociais, dos povos que estão em luta. Ao se levantar, ao serem contra o processo desenvolvimentista do país – de se apropriar do solo, dos rios, do ar – e ao se reafirmarem como povos camponeses e como identidade, esses povos do campo entram em conflito com o modelo de desenvolvimento em curso e são tratados de forma criminosa. Qualquer mobilização em defesa do território indígena, quilombola, ou da reforma agrária, é uma afronta ao grande capital e por isso é tratada como crime.

Quais os caminhos para lutar pelo direito à terra e às condições para atividades camponesas e agroecológicas no cenário do agronegócio do país? 
Hoje, há uma tendência de maior extermínio do povo do campo. Há uma avalanche de mudanças na legislação, no código florestal, a reforma agrária está paralisada... Isso não é natural, é um projeto pensado pelas grandes elites dos estados brasileiros.  Os desafios que temos hoje são macro, de lutas contra o capital. As transformações acontecem no cotidiano, então é preciso mudar as relações. A agroecologia é um desses caminhos.



POR: Mariana Reis - Asacom
FONTE: ASA BRASIL

Fortalecimento é a palavra que define o Encontro Estadual de Mulheres Agricultoras Experimentadoras

O auditório do hotel Pousada das Brotas, em Afogados da Ingazeira, no sertão pernambucano, é palco do Encontro Estadual de Mulheres Agricultoras Experimentadoras. Pensado especialmente para as trabalhadoras rurais, o evento promete marcar a história da Asa Pernambuco, a partir do estímulo da troca de conhecimentos e da partilha de experiências.

Foto: Kátia Gonçalves
Vindas de todos os cantos de Pernambuco, as agricultoras apresentaram-se ao som da música “Cio da Terra”, interpretada por Almir Sater. Durante o momento de acolhida, que foi conduzido pela coordenadora do Programa Mulher Rural, da Casa da Mulher do Nordeste, Célia Sousa, elas localizaram, com sementes, a região onde estão inseridas no mapa do estado.

Em seguida, foi construída a linha do tempo da Asa, a partir das conquistas realizadas pelas mulheres. De 1999, ano de criação da Articulação do Semiárido Brasileiro, até 2014, foram pontuadas importantes ações que tornaram mais efetiva a inclusão e a participação das agricultoras no campo, como por exemplo a 1ª Marcha das Margaridas (2003), o primeiro curso de Cisterneiras, no Pajeú, e a criação do Programa de Gênero através do Ministério do Desenvolvimento Agrário (2004), o 2º Econasa, com a elaboração da Carta das Mulheres (2006), entre outras.

Foto: Kátia Gonçalves
Diante da linha do tempo, a coordenadora estadual da Asa Pernambuco, Neilda Pereira, ressaltou os avanços, refletiu os desafios que estão pela frente e também provocou novos realizações. “Se olharmos a linha do tempo da Asa, ao longo desses 15 anos, veremos que foram dados passos importantes nos espaços locais e representações sociais, conseguimos avançar nesta perspectiva. Isso, agora, nos faz pensar em que momento estamos e onde queremos chegar”, afirmou. 

Após o momento de análise da conjuntura, a partir do público feminino, a programação do evento contemplou a valorização da partilha de experiências, através da dinâmica do carrossel. Divididas em cinco grupos, as mulheres puderam conhecer relatos de quintais produtivos, práticas agroecológicas, entre outros assuntos, que envolvem diretamente a participação e a gestão das mulheres no cenário rural.

Foto: Kátia Gonçalves
Ainda durante a tarde, a coordenadora geral da Casa da Mulher do Nordeste, Graciete Santos, articulou um momento de reflexão em grupo sobre diversos temas que rondam o universo das mulheres no meio social, como o racismo, as drogas, o machismo, a violência doméstica e outros. A partir dos resultados das discussões foi construída a “árvore dos problemas”, que serviu para provocá-las sobre a realidade atual e, mediante isso, mudar a consciência e a postura sobre vários assuntos. O encerramento do dia foi feito ao ritmo da cultura indígena, o toré.

De acordo com a agricultora Aparecida Feitosa, 26, moradora do sítio São Paulo, no município de Santa Cruz da Baixa Verde, o primeiro dia do encontro serviu para provocar novas atitudes. "Além de apresentar a minha experiência, foi possível discutir sobre diversos assuntos, inclusive sobre igualdade de gênero. Volto para casa com o desafio de buscar mais mulheres para essa luta, pois muitas ainda estão limitadas apenas ao trabalho da casa, mas sabe-se que tem muito mais do que isso", disse.  

A noite foi marcada pela apresentação do documentário "Ao redor de casa", que tem como foco principal os quintais medicinais vivos. O encerramento das atividades do dia foi uma feira, onde as agricultoras puderam apresentar e comercializar os produtos que trouxeram. 

Foto: Kátia Gonçalves


Por Kátia Gonçalves - Comunicadora Popular da Asa
FONTE: ASA PERNAMBUCO

domingo, 24 de agosto de 2014

INFORME: CÁRITAS DIOCESANA DE PESQUEIRA

Plebiscito Popular. Eleições Limpas. 20º Grito dos Excluídos.
São momentos que se convergem, com o propósito de dar voz e vez à população brasileira!

Vamos juntos:
1. Assinar a Reforma Política e Eleições Limpas;
2. Votar SIM para uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político;
3. E participar do 20º Grito Dos Excluídos.

#SemanadaPatria
#1a7DeSetembro
#PlebiscitoPopularVoteSim
#EleiçoesLimpasAssineJÁ
#20ºGritoDosExcluídos

Foto: Plebiscito Popular. Eleições Limpas. 20º Grito dos Excluídos.
São momentos que se convergem, com o propósito de dar voz e vez à população brasileira!

Vamos juntos: 
1. Assinar a Reforma Política e Eleições Limpas;
2. Votar SIM para uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político;
3. E participar do 20º Grito Dos Excluídos.

#SemanadaPatria
#1a7DeSetembro
#PlebiscitoPopularVoteSim
#EleiçoesLimpasAssineJÁ
#20ºGritoDosExcluídos

Delegação de jovens franceses visita Campina Grande para conhecer experiências com juventude na região

AS-PTA
Campina Grande-PB
19/08/2014
Grupo está conhecendo experiências de êxito no Brasil | Foto: Centrac
Uma delegação formada por cinco jovens franceses, mais um acompanhante e um tradutor, está visitando Campina Grande e outras cidades da Paraíba, entre os dias 18 e 24 de agosto, para conhecer o trabalho de duas organizações não governamentais parceiras do Comitê Católico Contra a Fome e a Favor do Desenvolvimento – CCFD, uma entidade de cooperação internacional com sede em Paris.

Os jovens, três meninas e dois meninos, com idades entre 16 e 18 anos, são escoteiros e foram vencedores do “Canta teu Planeta”, um concurso musical anual promovido pelo CCFD, cujo prêmio foi uma viagem ao Brasil, onde conhecerão experiências com juventude e outros temas de organizações parceiras da entidade francesa e ainda terão contato com a realidade brasileira a partir de um estado nordestino. Os jovens desembarcaram em João Pessoa no último domingo (17) e chegaram à Campina Grande no final da tarde da segunda-feira, dia 18, onde foram recebidos pela equipe do Centro de Ação Cultural – CENTRAC, em sua sede no Bairro da Prata, e se encontraram com representantes de organizações de jovens como a Associação de Juventude pelo Resgate à Cultural e Cidadania – AJURCC, a Rede de Jovens do Nordeste, a Pro-adolescente, mulher, espaço e vida – Proamev e o Movimento Social de Juventude da Catingueira.

Durante a sua estadia, o grupo também vai conhecer empreendimentos solidários de catadores de materiais recicláveis (CATAMAIS – Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis) e mulheres (Mulheres em Ação Cooperativa de Produção de Alimentos Naturais) em Campina Grande.

Visita de Campo – Na próxima quarta-feira, dia 20, durante todo o dia, o grupo de jovens conhecerá a experiência do Polo da Borborema, uma articulação de 14 sindicatos de trabalhadores rurais que representam aproximadamente cinco mil famílias agricultoras da região, assessorada pela AS-PTA Agricultura Familiar e Agroecologia. Os jovens irão conhecer o Sítio Cachoeira de Pedra D’água, no município de Massaranduba, onde visitarão a propriedade de Alex da Silva Marques, agricultor de 16 anos que integra a comissão de jovens do Polo da Borborema e desenvolve uma série de experiências no campo da agroecologia como a criação de animais e a arborização, entre outros temas.

Na quinta-feira, dia 21, os jovens franceses visitarão o Lajedo do Pai Mateus, no município de Cabaceiras, no Cariri do Estado. Na sexta-feira, dia 22, participarão da Marcha Contra o Genocídio do Povo Negro, com saída marcada para as 14h da Escola Monte Carmelo, no bairro da Bela Vista até o Palácio do Bispo, sede do Governo Municipal, em Campina Grande. Já no fim de semana, dias 23 e 24, participarão do encontro “Fala Juventude – jovens construindo e exercendo cidadania” que acontecerá no município de Alagoa Grande, no Brejo Paraibano, terminando as suas atividades na Paraíba e retornando à França no domingo, 25 de agosto.

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domingo, 17 de agosto de 2014

Cáritas Diocesana de Pesqueira sedia fórum para discutir Reforma Política


caritas-pesquira

Eleições Limpas, Plebiscito Popular e o Grito dos Excluídos também entraram na pauta
Um fórum onde os objetos de debate têm como objetivo modificar o cenário político do Brasil, com mais transparência e moralidade nos processos eleitorais e de governo, esteve em pauta nesta sexta, 8, na sede da Cáritas Diocesana de Pesqueira (PE). São: o projeto de lei de iniciativa popular, conduzido pela Coalizão Democrática para a Reforma Política e Eleições Limpas, o Plebiscito Popular, para convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para Reforma Política, liderado pela Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiros ,e o Grito dos Excluídos .
A assessora pedagógica da Articulação no Semiárido Brasileiro pelo estado de Pernambuco (ASA-PE), Elisabete Joaquina, apresentou a história do voto e sua evolução em nosso sistema político.
Em seguida, o Coordenador Estadual do Movimento Sem Terra (MST), Francisco Terto, explanou sobre o Plebiscito Popular, e a história das formações das Constituições para a soberania do sistema político.“Surgiu a ideia de formar um Plebiscito, fazer uma consulta popular para construir uma Assembleia Constituinte, exclusiva para fazer uma reforma política, nós dos movimentos sociais estamos tentando construir essa possibilidade de reformar a estrutura estatal do Estado brasileiro,mas principalmente criar uma nova cultura política na sociedade , e avançar naquilo que o Brasil não fez, que foi a democratização de um país mais digno, justo e socialmente qualificado”, declarou Terto.
Os agentes Cáritas, explicaram o propósito da coleta de assinaturas para Reforma Política – Eleições Limpas, uma coalizão de uma articulação da sociedade brasileira que pretende realizar um conjunto de reformas estruturais, entre elas, a reforma urbana, agrária, democratização dos meios de comunicação, além da melhoria dos serviços públicos, saúde, educação e transporte coletivo urbano. Outro ponto discutido foi a programação do 20º Grito dos Excluídos, que este ano terá como tema “ Ocupar as ruas e praças por liberdade e direitos”.
Ao final foi reforçado a importância da contribuição de todos nestas atividades, que ocorrerão entre 1 e 7 de setembro durante a Semana da Pátria.
Participaram o Movimento Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Associações Comunitárias, Pastorais Sociais, Fundação Esquell e o Povo Indígena Xukurú de Ororubá do município de Pesqueira.
Saiba mais
O projeto de lei de inciativa popular para Reforma Política é uma iniciativa da CNBB e da OAB que deu origem à Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas, apoiada por quase cem entidades e por 170 parlamentares.
O projeto pretende proibir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas, com implantação do financiamento público e de pessoas físicas, ambos limitados; adotar o sistema eleitoral proporcional em dois turnos, no qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido; promover a alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos, para aumentar o número de representações femininas nas casas legislativas, que hoje é de apenas 9% dos parlamentares; e fortalecer os mecanismos de participação popular como Plebiscito, Referendo e Projeto de Lei de Iniciativa Popular.
O Plebiscito Popular, é uma iniciativa da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais Brasileiros, apoiado por diversas Pastorais Sociais e busca recolher votos para fazer com que haja a convocação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para Reforma Política. A mobilização, segundo consultores da Semana Social Brasileira, pode ajudar no trabalho de educação política, com esclarecimento à população sobre o funcionamento dos poderes públicos e processos ali desenvolvidos.
Por Núcleo de Comunicação da Cáritas Diocesana de Pesqueira – Regional NE2.